A Justiça manteve a prisão preventiva de Ana Paula Veloso Fernandes, apontada como a “serial killer do envenenamento”, sob a justificativa de que sua soltura representaria um grave risco à ordem pública e à investigação criminal. Segundo a decisão, a mulher é acusada de ao menos quatro homicídios por envenenamento, todos praticados com “frieza, planejamento e total desprezo pela vida humana”.

Fria e manipuladora: conheça a personalidade da serial killer dos envenenamentos
(Foto: Reprodução)
Fria e manipuladora: conheça a personalidade da serial killer dos envenenamentos (Foto: Reprodução)

A Justiça manteve a prisão preventiva de Ana Paula Veloso Fernandes, apontada como a “serial killer do envenenamento”, sob a justificativa de que sua soltura representaria um grave risco à ordem pública e à investigação criminal. Segundo a decisão, a mulher é acusada de ao menos quatro homicídios por envenenamento, todos praticados com “frieza, planejamento e total desprezo pela vida humana”.

De acordo com documentos obtidos pelo portal BacciNotícias, a prisão foi decretada para garantir a ordem pública, assegurar a aplicação da lei e evitar a destruição de provas.

Na decisão, a magistrada classificou Ana Paula como uma “criminosa contumaz”, que demonstrou “padrão de comportamento serial, metódico e premeditado”. A juíza ainda destacou que nenhuma medida alternativa seria capaz de conter o perigo que a investigada representa à sociedade.

“A acusada demonstrou absoluto desprezo pela vida humana e habilidade incomum em manipular pessoas, fatos e provas”, afirmou a decisão.

Além dos homicídios, o Ministério Público descreve Ana Paula como uma manipuladora habilidosa, capaz de distorcer evidências, criar provas artificiais e incriminar inocentes para escapar da Justiça.

A investigação aponta que ela inventou ter recebido um bolo envenenado, episódio que ficou conhecido como o “caso do bolo com bilhete”, ocorrido na Universidade de Guarulhos (UNG), para simular uma tentativa de homicídio e atribuir o crime a terceiros.

A mulher também teria enviado mensagens ameaçadoras a si mesma, com o objetivo de confundir os investigadores e direcionar a suspeita ao policial Diego, com quem manteve um relacionamento extraconjugal.

Segundo o Ministério Público, Maria Aparecida Rodrigues, uma das vítimas, foi morta para que Ana Paula incriminasse Diego e sua esposa, tentando desviar o foco das investigações.

Destruição de provas e frieza

O inquérito também aponta que a acusada destruiu evidências de seus crimes, como a queima do sofá onde uma das vítimas, Marcelo Hari Fonseca, foi encontrada morta e presença dela na cena de um dos crimes. Os investigadores afirmam que a mulher apresentava comportamento calculado e emocionalmente distante, mesmo diante das mortes provocadas por ela.

Outro ponto decisivo para a manutenção da prisão foi a constatação de que Ana Paula não possui residência fixa e atua em diferentes cidades, o que aumenta o risco de fuga.

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