Um atendente de necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso preventivamente após ser acusado de usar o celular de um homem morto para transferir R$ 7 mil para a própria conta bancária.
Um atendente de necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso preventivamente após ser acusado de usar o celular de um homem morto para transferir R$ 7 mil para a própria conta bancária.

Viúva diz que funcionário do IML usou nome falso após Pix feito de celular de morto. Foto: Reprodução.
A descoberta foi feita pela viúva da vítima quando ela tentou encerrar a conta do marido, dias após o acidente que causou a morte dele. Ao verificar os extratos bancários, a mulher identificou uma transferência realizada em horário posterior ao falecimento do motociclista.
Após pesquisar o nome do destinatário da transferência, ela descobriu que se tratava de um funcionário do IML e registrou um boletim de ocorrência.
A vítima morreu em 15 de maio após perder o controle da motocicleta e bater contra um poste na Avenida Mário Covas, em Santos.
Viúva relata novo encontro com suspeito
Segundo a mulher, mesmo após a denúncia, o suspeito continuava trabalhando normalmente na unidade. Ela contou que voltou ao IML para solicitar um documento necessário ao inventário do marido e foi atendida pelo mesmo funcionário investigado. De acordo com o relato, ele teria se apresentado com outro nome durante o atendimento.
A viúva afirmou ter comunicado o episódio à Corregedoria da Polícia Civil, responsável pela investigação.
Celular foi entregue danificado
A família também levantou suspeitas sobre o estado em que o aparelho da vítima foi devolvido. Segundo a viúva, o celular foi entregue aparentemente quebrado e sem registros de mensagens e arquivos que existiam anteriormente. Ela acredita que o aparelho possa ter sido manipulado após a transferência bancária.
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O comprovante obtido pela investigação aponta que o Pix foi realizado às 6h49, horas depois da morte do motociclista.
Prisão e investigação
O suspeito, identificado como Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos, foi preso preventivamente na última segunda-feira (8).
A Corregedoria da Polícia Civil investiga o caso por suspeitas de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios.
A Secretaria da Segurança Pública informou que acompanha as apurações e destacou que medidas administrativas e disciplinares são adotadas sempre que irregularidades são constatadas.
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