O governo dos Estados Unidos iniciou nesta quarta-feira (1º) um novo período de paralisação, o famoso ‘shutdown‘, após democratas e republicanos não chegarem a um acordo sobre o orçamento federal para o ano fiscal de 2026. Essa medida é a 15ª desde 1981.

Donald Trump (Foto: Reprodução)
Donald Trump (Foto: Reprodução)

O governo dos Estados Unidos iniciou nesta quarta-feira (1º) um novo período de paralisação, o famoso ‘shutdown‘, após democratas e republicanos não chegarem a um acordo sobre o orçamento federal para o ano fiscal de 2026. Essa medida é a 15ª desde 1981.

A disputa no Congresso travou principalmente em torno de programas de saúde prestes a expirar. Os democratas condicionam a aprovação do orçamento à renovação dessas iniciativas, enquanto aliados do ex-presidente Donald Trump defendem que o tema seja tratado em separado, acusando a oposição de usar o impasse como barganha política antes das eleições legislativas de 2026.

Nas redes sociais, a Casa Branca confirmou a paralisação e classificou a situação como um “shutdown democrata”. Durante a terça-feira (30), republicanos e democratas trocaram acusações sobre a responsabilidade pelo impasse.

A crise ganhou força após declarações de Donald Trump. O ex-presidente ameaçou tomar medidas “duras e irreversíveis”, como demitir servidores e encerrar programas vinculados aos democratas, caso o governo permanecesse paralisado.

“Vamos demitir muita gente. E eles serão democratas”, afirmou Trump na ocasião.

Com a interrupção, milhares de servidores públicos serão afastados temporariamente. Já aqueles que atuam em áreas consideradas essenciais, como segurança, fronteiras e tráfego aéreo, terão de continuar trabalhando, mas com os salários congelados até que o orçamento seja regularizado.

A crise também gera impacto no cotidiano dos cidadãos e de turistas. Voos podem enfrentar atrasos, parques nacionais e museus federais podem fechar, e dados econômicos correm risco de serem divulgados com atraso.

O episódio reacende a lembrança da paralisação de 2018-2019, a mais longa da história americana, que durou 35 dias durante o governo Trump e custou cerca de US$ 3 bilhões ao país.

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