Reportagem do The Wall Street Journal afirma que o Pentágono utilizou a ferramenta de IA Claude, da Anthropic, durante a operação que capturou o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. A tecnologia teria sido acessada via parceria com a Palantir. As regras da Anthropic proíbem o uso em violência e armamentos, e órgãos envolvidos não comentaram o caso.
O Pentágono utilizou uma ferramenta de inteligência artificial na operação que resultou na captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, informou neste sábado (13) o jornal norte-americano The Wall Street Journal. A missão militar aconteceu em janeiro e também levou a esposa de Maduro aos Estados Unidos para responder a acusações federais.
Segundo fontes citadas pelo jornal, militares usaram o modelo de IA Claude, desenvolvido pela tecnologia Anthropic, durante a operação. A ferramenta teria sido acessada por meio de uma parceria com a empresa Palantir Technologies, cujos sistemas e contratos com o governo norte-americano incluem o uso em ambientes de defesa e segurança.
Os termos de uso da Anthropic proíbem explicitamente que Claude seja usado para “facilitar violência, desenvolver armas ou conduzir espionagem”. A reportagem ressalta que não está claro qual foi o papel específico do modelo na operação, e as partes envolvidas, incluindo o Departamento de Defesa dos EUA, o Pentágono, a Anthropic e a Palantir, não comentaram publicamente sobre o assunto até o momento.
O uso da IA da Anthropic em uma ação militar de alto nível destaca o crescente interesse do governo dos Estados Unidos em integrar tecnologias de inteligência artificial em suas operações estratégicas. Analistas apontam que o Pentágono busca ampliar o uso de ferramentas capazes de processar grandes volumes de dados e gerar insights em tempo real — capacidades valorizadas em cenários de segurança nacional.
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