Um pai de 37 anos foi acusado de homicídio doloso no Arizona, EUA, após sua filha de 2 anos morrer trancada no carro sob 42°C. Ele a deixou no veículo (que desligou) para beber, jogar e ver pornô. Mensagens de texto mostram que a negligência era recorrente. A mãe, porém, defendeu o marido no tribunal, classificando a morte como “um erro”.

Homem bebe, 'esquece da vida' e é acusado por morte de filha trancada em carro (Foto: Reprodução)
Homem bebe, 'esquece da vida' e é acusado por morte de filha trancada em carro (Foto: Reprodução)

Um homem de 37 anos foi acusado de homicídio doloso após a filha de 2 anos morrer trancada em um carro sob forte calor, em Tucson, Arizona, nos Estados Unidos, enquanto ele bebia, jogava videogame e assistia a pornô dentro de casa. O caso chamou atenção após detalhes serem expostos durante audiência no tribunal nesta terça-feira (14).

Segundo a promotoria americana, o pai deixou o veículo ligado com ar-condicionado acionado, mas entrou em casa para assistir a vídeos, jogar videogame e beber cerveja. O morador perdeu a noção do tempo e o carro, um Acura 2003, acabou desligando. Com isso, a criança ficou presa e exposta a uma temperatura angustiante dentro do veículo.

O legista do condado de Pima apontou que, quando os serviços de emergência chegaram, o interior do carro registrava 42°C. A causa da morte confirmada foi exposição ao calor extremo.

O caso revelou ainda que a negligência era recorrente, de acordo com mensagens trocadas entre o acusado e sua esposa. Enquanto a menina era socorrida, a mãe enviou:

“Eu te disse para parar de deixá-los no carro, quantas vezes eu já te disse?”. Mais tarde, a mãe, anestesista e médica no hospital onde a filha foi atendida, enviou: “Nós a perdemos, ela era perfeita.”

O acusado respondeu: “Querida, me desculpe! Como eu pude fazer isso? Eu matei nosso bebê, isso não pode ser real.”

Em defesa do marido

O casal tem outras duas filhas, de 5 e 9 anos. Mesmo diante das mensagens, a mãe compareceu ao tribunal, defendendo o marido e classificando a morte da filha como “um erro”.

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