Um homem foi executado após ser submetido a um suposto “tribunal do crime” na zona Sul de Manaus. Horas depois, o corpo foi encontrado com diversos disparos de arma de fogo ao lado de um bilhete atribuído a uma facção criminosa, que reivindicava o homicídio e apresentava a suposta motivação do assassinato. A Polícia Civil investiga o caso e analisa o conteúdo da mensagem deixada na cena do crime.
Um homem, cuja identidade ainda não foi confirmada pelas autoridades, foi morto na madrugada da última terça-feira (14) após ser supostamente submetido a um chamado “tribunal do crime” no Ramal da Suzuki, localizado no Distrito Industrial II, na zona Sul de Manaus.

Foto: Reprodução
Segundo as primeiras informações, a vítima teria sido julgada e executada por integrantes de uma organização criminosa sob a acusação de comercializar drogas consideradas “arrochadas”.
No vocabulário utilizado por facções, a expressão faz referência a entorpecentes que teriam sido roubados de outros grupos criminosos ou que já haviam sido apreendidos pelas forças de segurança.
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Gravação revela suposta confissão
Imagens que passaram a circular nas redes sociais registram os momentos em que a vítima aparece ferida enquanto é cercada e interrogada por integrantes do grupo criminoso. Durante a gravação, o homem é pressionado a responder perguntas e chega a mostrar a tela de um celular com um contato salvo no WhatsApp sob o nome “Dantas Magalhães”.
“Ei, Dantas, tu me deu droga arrochada dos irmão de camisa. Então entrega o resto que tu tem aí, entendeu? Me deu lá no DB, 54 quilo”, afirma o homem no vídeo.
No vídeo, ele também afirma ter negociado entorpecentes de origem ilegal. As circunstâncias em que a declaração foi feita, no entanto, ocorreram sob forte intimidação dos criminosos.
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Corpo é encontrado
Horas após o desaparecimento da vítima, moradores localizaram o corpo às margens da Rua Aninga, no trecho conhecido como Ramal da Suzuki, na zona Sul de Manaus. O homem foi encontrado com diversos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo, concentrados principalmente na região da cabeça.

Bilhete macabro (Foto: reprodução)
Durante o atendimento da ocorrência, equipes policiais encontraram um bilhete deixado ao lado do cadáver.
“Vou morrer porque estava vendendo droga arrochada do CV que o PM Dantas e a Rocam arrocharam”, dizia o bilhete.
O conteúdo do bilhete será analisado no decorrer das investigações, que seguem sob responsabilidade da Polícia Civil. As autoridades trabalham para confirmar a autenticidade da mensagem e esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o homicídio.
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