Um americano forjou sua própria morte em um suposto acidente de caiaque para fugir e viver com uma mulher que conheceu na internet, no Uzbequistão. As buscas, que duraram 89 dias, custaram mais de R$ 270 mil. Ele foi descoberto e condenado a 89 dias de prisão e a pagar uma indenização de 30 mil dólares.
Um caso de amor acabou em história de polícia nos EUA. Apaixonado por uma mulher do Uzbequistão, que conheceu na internet, um americano resolveu forjar sua própria morte em um suposto acidente de caiaque na cidade de Green Lake, que fica no estado de Wisconsin, para poder ir viver esse sonho.
Ao todo, as buscas por Ryan Borgwardt duraram 89 dias.
No mês passado ele foi condenado por ter forjado a sua morte a 89 dias de prisão, tempo igual ao das buscas, e pagou US$ 30 mil (cerca de R$ 160 mil) em indenização por obstrução policial. Isso porque foi gasto mais do que o valor da multa com as buscas.

Ryan Borgwardt ao lado de sua ex-esposa e três filhos
Entenda a história
Antes do desaparecimento, Ryan trocou mensagens tensas com a esposa Emily, que mais uma vez resolveu viajar. Ele tentou acalmar o clima, prometeu “melhor comunicação” e compartilhou detalhes sobre seu passeio de caiaque no dia seguinte, dizendo que logo estaria de volta à costa.
Na manhã seguinte, porém sem notícias, Emily enviou mensagens preocupadas e não foi atendida. Por isso, procurou a polícia para relatar o desaparecimento. As autoridades logo encontraram sinais de um possível afogamento, como o caiaque e o colete salva-vidas. As buscas duraram oito semanas e custaram mais de R$ 270 mil.

Ryan preso
A reviravolta veio quando a polícia descobriu que Ryan conversava com uma mulher do Uzbequistão pela internet. A investigação revelou que ele simulou a morte para recomeçar a vida com a amante. A fuga incluiu 112 quilômetros de bicicleta elétrica até Madison, um ônibus para Detroit, travessia da fronteira para o Canadá e voos para Paris e Geórgia, onde sua amada morava.
Após ser encontrado, Ryan justificou a fuga aos investigadores pelo “sentimento de fracasso”. Emily, casada com ele há 22 anos e mãe de três filhos, pediu o divórcio quatro meses após o retorno do marido. O tribunal considerou o casamento “irremediavelmente rompido”.
