O humorista Vinicius Cacofonias desabafou durante o enterro do filho, Francisco, e da ex-mulher, Emanoelle, vítimas de um atropelamento na Tijuca. Emocionado, ele cobrou punição aos responsáveis e criticou a falta de estrutura urbana no Rio de Janeiro, afirmando que os moradores apenas “sobrevivem” na cidade.
Logo após o enterro de seu filho Francisco Farias Antunes, de apenas 9 anos, e da mãe dele, a geógrafa Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos — ocorrido na manhã desta quarta-feira (1º), no Cemitério da Penitência, na Zona Portuária do Rio de Janeiro —, o humorista Vinicius Antunes, conhecido como Cacofonias, fez um desabafo emocionante.
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Mãe e filho morreram em um acidente após caírem de uma bicicleta elétrica e serem atropelados por um ônibus no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), nesta segunda-feira (30). O humorista aproveitou o momento de dor para criticar as autoridades e cobrar melhorias estruturais na capital fluminense.
“Espero que as pessoas vejam isso e punam, se tiverem que punir alguém. Mas o certo é que ele não vai voltar”, disse o pai, visivelmente muito emocionado.
Além de falar sobre o sentimento da perda, Vinicius criticou a constante insegurança de morar no Rio de Janeiro. Para ele, a cidade não tem problemas apenas com o crime organizado, mas carece de estrutura básica, principalmente no trânsito.
“O Rio de Janeiro não é uma cidade em que a gente vive, é uma cidade em que a gente sobrevive. Todo dia pessoas saem de casa e não voltam mais”, completou.
Humorista lembra paixão do filho pelo futebol
Cacofonias também falou sobre a boa relação que tinha com o filho, mesmo sendo separado da mãe. Ele contou que uma das paixões que tinham em comum era o futebol.
“Ele era vascaíno, mas adorava o Botafogo também, jogava no Botafogo. A gente foi muito feliz; mesmo sendo vascaíno, a gente foi muito feliz”, contou.
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