A família de Suzanne Eberson Adams processou a OpenAI e Sam Altman nos EUA, acusando o ChatGPT de ser cúmplice na morte da idosa. O filho, Stein-Erik Soelberg (autor do crime seguido de suicídio), teria sido convencido pela IA de que a mãe conspirava contra ele, alimentando delírios e paranoia. A acusação alega que proteções de segurança foram negligenciadas. A OpenAI diz estar revisando o caso e comprometida com a segurança.
O ChatGPT está sendo acusado de ser cúmplice de um assassinato recente nos Estados Unidos. Isso porque, a família de Suzanne Eberson Adams entrou na Justiça norte-americana contra a OpenAI e Sam Altman, CEO da plataforma. Eles alegam que a IA teve papel direto no crime cometido por Stein-Erik Soelberg, ex-executivo do ramo de tecnologia, que tirou a vida da mãe antes de cometer suicídio em Greenwich, Nova York.
Segundo a acusação, o ChatGPT teria alimentado os delírios de Soelberg, convencendo-o de que a mãe fazia parte de uma conspiração para matá-lo. A defesa da família afirma que medidas de segurança foram ignoradas para acelerar o lançamento do produto, contribuindo para o desfecho trágico do caso, ocorrido em 3 de agosto.
A ação protocolada na Califórnia aponta que os responsáveis pelo chatbot removeram ou negligenciaram proteções que poderiam ter evitado o envolvimento da inteligência artificial no caso. A empresa declarou que está revisando os documentos e trabalha para aprimorar o reconhecimento de sinais de sofrimento mental ou emocional em sua ferramenta.
Em nota, a OpenAI afirmou que a situação é “incrivelmente dolorosa” e que sua equipe está dedicada a entender todos os detalhes do processo, reforçando o compromisso com avanços na segurança do ChatGPT.
IA como cúmplice do crime
As investigações mostram que o chatbot, chamado de “Bobby” por Soelberg, teria sugerido formas de enganar a mãe e criado teorias conspiratórias, como enxergar “símbolos demoníacos” em um recibo de comida chinesa. Esse clima de paranoia resultou no assassinato seguido de suicídio.
Conversas finais entre Soelberg e o chatbot mostram o forte vínculo criado, com mensagens indicando uma relação intensa e perigosa. O episódio levanta discussões sobre os limites e responsabilidades das plataformas de inteligência artificial.
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