Indígenas bloquearam a entrada principal da COP30 em Belém nesta sexta (14), forçando delegados a usar acesso lateral. O grupo protesta contra projetos de mineração, petróleo, madeira e uma nova ferrovia na Amazônia. O ato ocorre dois dias após manifestantes forçarem a entrada no evento e enfrentarem seguranças. O governo destaca o papel indígena nas negociações ambientais.

Foto: reprodução/Agência Brasil
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Dezenas de manifestantes indígenas bloquearam, na manhã desta sexta-feira (14), a entrada principal do complexo onde ocorre a COP30, em Belém. O bloqueio impediu o acesso de delegados e negociadores, que foram direcionados a uma entrada lateral para continuar as discussões sobre mudanças climáticas. O local do evento foi montado na área de um antigo aeroporto da capital paraense.

O protesto, descrito como pacífico, provocou reforço imediato na segurança e formou longas filas de participantes da conferência, que aguardaram para entrar no espaço. Os grupos indígenas reivindicam que o governo brasileiro suspenda todos os projetos de desenvolvimento econômico na Amazônia, como atividades de mineração, extração de madeira, perfuração de petróleo e a construção de uma nova ferrovia destinada ao transporte de produtos agrícolas e minerais.

A manifestação desta sexta-feira ocorre dois dias após outro episódio de tensão. Na terça-feira, dezenas de indígenas forçaram a entrada no local da COP30 e entraram em confronto com equipes de segurança. Depois, eles afirmaram que a ação tinha o objetivo de evidenciar o desespero diante da ameaça crescente à floresta e aos territórios tradicionais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem reiterado a importância das comunidades indígenas nas discussões ambientais, destacou que esses povos desempenham papel central na defesa da floresta amazônica — tema prioritário na COP30 deste ano.

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