A influenciadora Emile Quessia, presa pelo sequestro de uma mãe e filhas em Salvador, utilizava as redes sociais para pregar passagens bíblicas e mensagens de fé. A investigação aponta que, por trás da imagem de “mulher virtuosa”, ela possui ligações com o crime organizado através de seu marido. O histórico da suspeita inclui ainda tentativas judiciais para recuperar aparelhos envolvidos em investigações de tráfico.
A prisão da influenciadora Emile Quessia Oliveira da Silva Sena, ocorrida após o sequestro de uma mulher e suas duas filhas no estacionamento de um shopping em Salvador, revelou uma dupla personalidade em seu comportamento público. Antes de ser presa por participação no crime ocorrido no domingo (15), a suspeita utilizava suas redes sociais para fazer pregações e falar de espiritualidade.
Em seu perfil nas redes, Emile se definia como uma mulher cristã, casada e dedicada aos animais de estimação, compartilhando frequentemente conteúdos de teor motivacional e passagens bíblicas com seus seguidores.
Profeta
As publicações da influenciadora, incluíam vídeos de pregações evangélicas e exortações religiosas. Em uma de suas publicações, Emile afirmava que o ano vigente traria julgamentos divinos, utilizando referências bíblicas para aconselhar seus interlocutores a não interromperem seus processos de fé.
Assista o vídeo:
Conexões com o crime organizado
As investigações policiais apontam que Emile Quessia mantém vínculos com o crime organizado através de seu companheiro, Pedro Vitor Lima Sena Souza. Na região, ele é identificado como integrante de uma organização criminosa com forte atuação na capital baiana.
Apesar das atividades atribuídas ao marido, a suspeita demonstrava publicamente o afeto pelo companheiro em suas redes sociais, descrevendo-o como sua “alma gêmea” em constantes declarações.
Histórico da influenciadora
O histórico de Emile com a Justiça não é recente. Em novembro de 2025, ela tentou resgatar um aparelho celular de alto valor que havia sido apreendido durante uma operação policial focada no combate ao tráfico de drogas.
Na ocasião, a Justiça da Bahia indeferiu o pedido de devolução, mesmo após a apresentação de documentos de propriedade por parte de Emile. O juíz responsável baseou a decisão em relatórios da Polícia Civil, que indicavam a existência de um volume significativo de diálogos no dispositivo com fortes indícios de comercialização de substâncias entorpecentes, mantendo o objeto como peça central do inquérito em curso.
Leia mais no BacciNotícias: