Um iPhone chamou atenção ao aparecer flutuando dentro da nave da missão Artemis 2. A NASA autorizou o uso dos aparelhos para fotos e vídeos, sem acesso à internet, marcando uma nova fase na comunicação das missões espaciais.
Quem acompanhava as imagens da missão Artemis 2, na última quarta-feira (1º), se deparou com uma situação inusitada: um iPhone prateado apareceu flutuando dentro da cabine da espaçonave. O registro aconteceu cerca de quatro horas após o início da viagem rumo à Lua — a primeira desde 1972.
O aparelho passou pelas mãos dos astronautas Jeremy Hansen, Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, evidenciando os efeitos da microgravidade, em que objetos não caem, mas permanecem suspensos no ambiente.
Uso limitado, mas estratégico
A presença dos smartphones marca uma novidade nas missões da NASA. Cada integrante da tripulação recebeu um iPhone ainda durante o período de quarentena, iniciado em março. No entanto, os aparelhos não funcionam como na Terra: não têm acesso à internet, bluetooth ou aplicativos de comunicação.
Na prática, os celulares são utilizados exclusivamente para registrar fotos e vídeos da missão, permitindo capturar momentos únicos da jornada espacial.
Registros da missão Artemis 2
Até agora, os astronautas já utilizaram os dispositivos para fotografar a Terra, registrar o interior da cápsula Orion e até imagens do estágio do foguete que impulsionou a missão.
Além dos smartphones, a equipe conta com equipamentos profissionais, como câmeras Nikon D5 e modelos GoPro Hero 11, ampliando a qualidade dos registros feitos no espaço.
Tecnologia aprovada com rigor
Levar qualquer equipamento ao espaço exige um processo técnico rigoroso. Especialistas explicam que cada item passa por etapas que avaliam segurança, riscos e funcionamento em ambiente de microgravidade — onde até pequenos objetos podem representar perigo.
Por isso, soluções simples como o uso de velcro são comuns dentro da nave, garantindo que itens como celulares, canetas e acessórios não fiquem soltos pela cabine.
Aproximação com o público
A iniciativa também tem como objetivo aproximar a exploração espacial do público. Ao permitir que astronautas utilizem ferramentas do dia a dia para registrar a missão, a NASA busca compartilhar experiências mais humanas e acessíveis.
A estratégia reforça a ideia de tornar as viagens espaciais mais conectadas com a realidade das pessoas, ainda que, por enquanto, sem conexão com a internet.
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