A irmã de Penélope, jovem conhecida como Japinha do CV e morta durante a megaoperação das forças de segurança no Rio de Janeiro, se pronunciou nas redes sociais nessa quarta-feira (30).
A irmã de Penélope, jovem conhecida como Japinha do CV e morta durante a megaoperação das forças de segurança no Rio de Janeiro, se pronunciou nas redes sociais nessa quarta-feira (30). Em uma publicação no Instagram, ela agradeceu as mensagens de apoio e revelou que a família está abalada com a repercussão da morte da jovem.
Segundo a publicação, o perfil de Penélope será mantido ativo e usado para relembrar momentos felizes da irmã.
“Esse Instagram dela vai ser usado para postar fotos dela sorrindo”, escreveu.
A família também pediu que as fotos do corpo de Penélope não sejam compartilhadas, afirmando que a exposição tem causado sofrimento.
“Por favor, parem de postar as fotos dela morta. Eu e minha família estamos sofrendo muito”, diz a publicação.
Jovem era figura conhecida do Comando Vermelho
Penélope, apelidada de “Japinha”, era uma das mulheres mais conhecidas do Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro. Jovem, mas já com histórico de envolvimento direto com o tráfico, ela atuava nos complexos da Penha e do Alemão e era considerada de confiança de líderes da facção.
De acordo com investigações, ela coordenava rotas de fuga e pontos estratégicos de venda de drogas, além de atuar na linha de frente de confrontos com rivais e forças de segurança.
O que se sabe sobre a morte de ‘Japinha’
A traficante morreu durante a megaoperação Contenção, deflagrada na terça-feira (28), que mobilizou cerca de 2,5 mil agentes da Polícia Militar e da Polícia Civil, com apoio de helicópteros, drones e blindados.
Seu corpo foi encontrado em uma área de mata, usada como rota de fuga, próxima a um dos acessos principais das comunidades. No momento em que foi atingida, ela vestia roupa camuflada e colete tático, reforçando seu papel de combate dentro da facção.
Imagens que circularam nas redes sociais mostraram o rosto desfigurado da jovem, o que evidenciou a intensidade do tiroteio.

Operação entra para a história do Rio
Com mais de 120 mortos, a operação é considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro. A ação mirou chefes do Comando Vermelho e buscou desarticular a estrutura da facção nas comunidades da Penha e do Alemão.
A operação gerou críticas de organizações de direitos humanos e denúncias de moradores sobre possíveis abusos. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania enviou equipes ao estado para acompanhar os desdobramentos e ouvir familiares das vítimas.
Símbolo do novo perfil do crime
A trajetória de Penélope também reflete uma mudança no perfil das facções cariocas, com mulheres assumindo funções de liderança e influência dentro do crime organizado.
As circunstâncias da morte da Japinha do CV, assim como as demais mortes registradas durante a operação, ainda estão sendo apuradas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.
