Conhecida como “Japinha do CV”, Penélope era uma das principais integrantes do Comando Vermelho e chegou a repostar um hino da facção antes de morrer. Ela foi morta com um tiro de fuzil durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, a mais letal da história do Rio, com mais de 120 mortos. Japinha atuava na linha de frente do tráfico e simbolizava o avanço da participação feminina nas organizações criminosas.
Horas antes de morrer durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, Penélope, conhecida como “Japinha do CV”, repostou em seu perfil no TikTok um hino do Comando Vermelho que exaltava as punições aplicadas pela facção a quem “trai o bonde” ou age como “X9”. A publicação foi o último registro da jovem nas redes sociais, na terça-feira (28).
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Apontada como uma das principais integrantes de linha de frente do Comando Vermelho, Japinha era considerada de confiança entre lideranças da facção. De acordo com investigações, ela tinha papel estratégico na proteção de rotas de fuga e na defesa de pontos de venda de drogas nas comunidades da Penha e do Alemão.
Durante a Operação Complexo Limpo, que mobilizou 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, Japinha foi morta com um tiro de fuzil na cabeça após resistir à abordagem e abrir fogo contra os policiais. No momento do confronto, ela usava roupa camuflada, colete tático e carregadores extras, o que reforça seu papel ativo nas ações armadas da facção. Seu corpo foi encontrado próximo a um dos acessos principais da comunidade, em uma área de mata usada como rota de fuga.
Morte de ‘Japinha do CV’ teve grande repercussão nas redes sociais
A morte da criminosa, que era uma das figuras femininas mais conhecidas do tráfico no Rio, ganhou grande repercussão nas redes sociais. Antes de morrer, Penélope publicava vídeos ostentando armas de grosso calibre e posando com fardamento militar, o que ajudou a consolidar sua imagem como símbolo da presença feminina nas estruturas de poder do Comando Vermelho.
A operação que resultou em sua morte é considerada a mais letal da história do estado, com mais de 100 mortos, segundo balanço oficial. O Ministério Público confirmou 132 mortes, enquanto o governo do Rio contabilizou 121. A ação, que tinha como objetivo enfraquecer a cúpula do tráfico, também levantou críticas de entidades de direitos humanos por causa da alta letalidade e das denúncias de execuções e abusos.
De acordo com especialistas em segurança pública, Penélope simboliza uma mudança de perfil nas facções cariocas, que têm incorporado mulheres em funções estratégicas e de comando. As circunstâncias exatas da morte da “Japinha do CV” e a apuração das dezenas de mortes registradas na operação seguem sob investigação.
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