A morte da empresária Bárbara Denise Folha de Oliveira, que aconteceu em janeiro, continua causando forte comoção e dor entre familiares. Em relato emocionado, o irmão da vítima afirmou que o comportamento agressivo do suspeito já era motivo de preocupação, e que a família chegou a alertá-la sobre os riscos. Um dia antes do crime, ele chegou a sugerir que Bárbara deixasse a casa e buscasse abrigo com amigas, mas ela acreditava que nada de grave aconteceria.

Bárbara Denise Folha de Oliveira afirmou que inseriu moedas no corpo da ex-companheira
Bárbara Denise Folha de Oliveira afirmou que inseriu moedas no corpo da ex-companheira

A empresária Bárbara Denise Folha de Oliveira, foi morta em janeiro deste ano pelo ex-companheiro, Manoel Ferro de Melo. O crime aconteceu em São Vicente, no litoral de São Paulo, onde a empresária foi localizada sem vida dentro do próprio apartamento, no bairro Samaritá.

A descoberta foi feita pela mãe da vítima, que estava acompanhada do neto, um adolescente de 14 anos. Ao saber do falecimento, o irmão de Bárbara desabafou e desejou o sofrimento do autor do crime.

O principal suspeito, Manoel, ex-companheiro de Bárbara e pai do jovem, foi preso dois dias depois na capital paulista. Durante a investigação, ele admitiu ter cometido o assassinato.

Bárbara Denise Folha de Oliveira afirmou que inseriu moedas no corpo da ex-companheira

Depoimento do suspeito

Durante o depoimento na época, o suspeito declarou que colocou moedas nos olhos da vítima com base em uma crença simbólica ligada a Caronte, personagem da mitologia grega associado à travessia das almas para o mundo dos mortos.

Ele também afirmou que as moedas encontradas em outras partes do corpo teriam relação com falas da ex-companheira sobre dinheiro e tranquilidade. Essas versões foram apresentadas pelo próprio acusado e detalhadas pelo delegado responsável durante o andamento das investigações.

Na última sexta-feira (3), Manoel foi encontrado sem vida dentro da cela em que estava. As investigações estão em andamento.

Desabafo do irmão da vítima

A morte da empresária, em janeiro deste ano, deixou um rastro de dor e uma família clamando por justiça. Em um desabafo, o irmão da vítima expressou a angústia de uma perda que, segundo ele, poderia ter sido evitada. ​De acordo com o relato do irmão de Barbara, o comportamento agressivo do suspeito não era uma novidade.

Na época, em uma entrevista ao portal Bacci Notícias, o irmão de Bárbara desabafou: “Sofrer ainda é pouco pra ele. Sofrer muito, muito, muito, muito… não nessa vida, nas próximas também. A gente quer que ele pague por tudo que ele fez com ela, por tudo que ele fez com a gente, por tudo que ele fez com o filho dele. Porque isso é um trauma que ele vai levar pra vida inteira”, afirmou.

Em outro trecho da entrevista o irmão continuou e falou que a  família frequentemente falava dos riscos que corria:

“Não faltou conselho para ela, mas ela tinha a vida dela, ela sabia onde ela estava se metendo, né?”, disse.

No dia anterior ao crime, o irmão da vítima chegou a pedir que ela saísse de casa e buscasse refúgio com amigas. ​Bárbara era descrita como uma pessoa otimista, acreditava que o pior não aconteceria.

“Não, ele não vai fazer nada”, teria dito ela em sua última interação. O irmão relata um sentimento de culpa impotente, já que os alagamentos impediram a família de chegar até a residência da empresária para intervir.

​Para além da tragédia, o irmão preferiu recordar as qualidades de Bárbara. Educada por uma mãe dedicada, ela era vista como uma mulher articulada, gentil:

“Ela sempre era otimista em relação a isso, né? Mas na terça-feira, quando os fatos ocorreram, a gente até se sentiu um pouco culpado de não conseguir fazer muita coisa, mas era impossível fazer alguma coisa naquele momento com aquela chuva. E agora… só orar pela alma dela, por ela. ​Ela conversava com todo mundo, tinha uma educação incrível. A nossa mãe deu uma educação maravilhosa para a gente, então ela sabia falar, sabia chegar, sabia sair. Ela era incrível, ela me ensinou muita coisa… cuidava de mim quando a minha mãe trabalhava, quando a gente era pequeno, né?”, desabafou o irmão.

Relembre o caso

Barbara Denise Folha de Oliveira havia sido encontrada sem vida no dia 20 de janeiro, dentro do próprio apartamento, em São Vicente. Um dia antes, ela gravou um vídeo mostrando uma discussão com o ex-marido, na qual tentava fazê-lo deixar o imóvel enquanto ele resistia.

De acordo com a mãe da vítima, Edileia Moreira Filha de Oliveira, a gravação foi feita para ser enviada ao irmão do suspeito, com o objetivo de expor a situação. As imagens também foram compartilhadas com ela.

Barbara afirma que já havia separado dinheiro, documentos e pertences do ex-companheiro para que ele saísse da residência, mas ele se recusava, o que intensificou o conflito pouco antes do crime.

Durante as investigações, o acusado relatou que colocou moedas nos olhos da vítima como parte de um simbolismo ligado a Caronte, personagem da mitologia grega associado à condução das almas ao mundo dos mortos.

Ele também afirmou que as moedas encontradas em outras partes do corpo teriam relação com falas da ex-companheira sobre questões financeiras e desejo de estabilidade. As informações foram apresentadas pelo delegado responsável pelo caso ao longo da apuração.

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