Um dos crimes familiares mais chocantes dos Estados Unidos aconteceu em julho de 2015, quando os irmãos Robert e Michael Bever foram acusados de assassinar cinco integrantes da própria família dentro da residência onde viviam, na cidade de Broken Arrow, no estado de Oklahoma.

Foto: Reprodução.
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Um dos crimes familiares mais chocantes dos Estados Unidos aconteceu em julho de 2015, quando os irmãos Robert e Michael Bever foram acusados de assassinar cinco integrantes da própria família dentro da residência onde viviam, na cidade de Broken Arrow, no estado de Oklahoma.

Robert e Michael Bever foram condenados após ataque que matou cinco familiares nos Estados Unidos. Foto: Reprodução.

O caso voltou a repercutir nas redes sociais após publicações relembrarem os detalhes do ataque que resultou na morte dos pais e de três irmãos dos jovens.

Família vivia de forma isolada

Segundo autoridades americanas, a família Bever levava uma vida extremamente reservada. As crianças eram educadas em casa e tinham pouco contato com pessoas de fora do ambiente familiar.

Durante as investigações, surgiram relatos de que os irmãos nutriam ressentimentos contra o pai, David Bever, e acreditavam que ele exercia um comportamento excessivamente controlador dentro de casa.

Embora não tenham sido encontradas evidências que justificassem a violência praticada, investigadores concluíram que os jovens cultivavam uma visão distorcida da própria realidade e alimentavam fantasias violentas há anos.

Crime foi premeditado 

De acordo com a polícia, Robert e Michael passaram meses planejando o ataque. Diários, anotações e arquivos encontrados pelos investigadores mostraram que os irmãos estudavam massacres famosos e acreditavam que poderiam se tornar mais conhecidos do que criminosos responsáveis por ataques históricos nos Estados Unidos.

O primeiro passo do plano seria eliminar a própria família. Na noite de 22 de julho de 2015, os irmãos colocaram a ideia em prática e iniciaram uma série de ataques com facas dentro da residência.

Cinco pessoas morreram

As vítimas fatais foram os pais, David e April Bever, e três dos irmãos: Daniel, Christopher e Victoria.

Durante o ataque, Daniel Bever tentou escapar e pedir ajuda. Segundo documentos do caso, ele correu até um escritório da residência para ligar para a polícia.

No entanto, antes de concluir a chamada, foi alcançado pelos irmãos e atacado. As autoridades apontaram que ele sofreu múltiplos golpes de faca.

Duas crianças sobreviveram

Apesar da violência, duas irmãs mais novas, Crystal e Autumm Bever, sobreviveram ao massacre. Uma delas conseguiu escapar gravemente ferida, o que permitiu que equipes de emergência fossem acionadas rapidamente.

Quando os policiais chegaram ao local, encontraram um cenário descrito como um dos mais chocantes já vistos pelos investigadores da região.

Sonho de se tornarem assassinos famosos

Um dos aspectos que mais chamou a atenção da polícia foi a motivação apresentada pelos irmãos. Documentos apreendidos mostraram que eles desejavam se tornar conhecidos mundialmente por meio de assassinatos em massa.

Segundo os investigadores, o objetivo final não era apenas matar os familiares, mas continuar cometendo crimes até atingir um número muito maior de vítimas.

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As anotações revelaram que eles acompanhavam casos famosos de massacres e discutiam maneiras de superar esses ataques em número de mortos.

Prisão aconteceu poucas horas depois

Após o crime, os irmãos tentaram fugir e esconder evidências. Entretanto, acabaram localizados e presos pelas autoridades poucas horas depois do massacre.

Durante os interrogatórios, Michael Bever colaborou parcialmente com a investigação e afirmou que o irmão mais velho exercia influência sobre ele.

Os promotores, porém, sustentaram que ambos participaram ativamente do planejamento e da execução do ataque.

Robert Bever foi condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Já Michael Bever recebeu pena de prisão perpétua com possibilidade futura de solicitar liberdade condicional, após acordos firmados durante o processo judicial.

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