Um motociclista de 20 anos morreu após ser atropelado por uma viatura da Guarda Municipal de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. O acidente aconteceu quando o veículo oficial cruzou uma via preferencial. A vítima, identificada como Davi Emanuel, ficou sete dias internada, mas não resistiu aos ferimentos
Um motociclista de 20 anos morreu após ser atropelado por uma viatura da Guarda Municipal de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. O acidente aconteceu quando o veículo oficial cruzou uma via preferencial. A vítima, identificada como Davi Emanuel, ficou sete dias internada, mas não resistiu aos ferimentos.
Em entrevista ao programa Alô Você, a mãe do menino, Mariana, conta que o havia saído minutos antes em sua motocicleta, indo até um mercado a pedido da família, sem qualquer relação com o alvo perseguido. A viatura, que transportava três mulheres atendidas em uma ocorrência, sendo uma delas gestante, teria avistado outro motociclista empinando a moto e iniciado a perseguição. Durante o trajeto, os guardas teriam ignorado um sinal de pare, avançando sobre a via preferencial e cruzando a frente de Davi, que seguia pela rua, provocando a colisão.
O acidente foi inicialmente comunicado a Mariana quando, preocupada com a demora do filho em retornar, ela tentou contato telefônico com o rapaz. A ligação foi atendida por um guarda municipal, que informou que Davi havia sofrido um acidente grave e estava sendo transportado de helicóptero para o hospital.
A família questiona, principalmente, a falta de transparência na conduta dos agentes após o impacto. Conforme o relato, os guardas não informaram à mãe que o acidente havia sido causado pela própria viatura. A confirmação da participação do veículo oficial só chegou à noite enquanto Mariana já estava no hospital acompanhando o atendimento ao filho.
Ainda segundo a família, o capacete de Davi, item essencial para a investigação, foi deixado no local do acidente, sem preservação adequada da cena. A mãe também criticou o que chamou de negligência na proteção das evidências materiais.
Em nota, a Secretaria de Segurança de Quatro Barras afirmou que a conduta registrada não condiz com as atribuições da corporação. A pasta confirmou que instaurou um inquérito administrativo para apurar o caso, determinou o afastamento de dois agentes envolvidos e o recolhimento de armamentos funcionais durante o andamento das investigações.
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