Uma mulher identificada como Poliane França Gomes, apelidada de “Sereia do Crime”, foi presa nesta quinta-feira em Salvador durante uma operação da Polícia Civil da Bahia.
Uma mulher identificada como Poliane França Gomes, apelidada de “Sereia do Crime”, foi presa nesta quinta-feira em Salvador durante uma operação da Polícia Civil da Bahia. Com ela, os agentes apreenderam R$ 190 mil em espécie. Poliane é apontada como advogada vinculada a uma facção criminosa com atuação no estado e em outras regiões do país.
Segundo a polícia, ela mantinha um relacionamento íntimo com o líder do grupo, Leandro de Conceição Santos Fonseca, conhecido como Shantaram, atualmente custodiado no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha, a cerca de 190 quilômetros da capital baiana.
Papel estratégico na organização criminosa
De acordo com as investigações, Poliane exercia funções que iam além da atuação jurídica. Ela seria responsável por repassar ordens estratégicas, reorganizar territórios dominados pela facção, articular cobranças e manter a comunicação entre detentos e lideranças que permaneciam em liberdade. A polícia aponta que essa atuação contribuía diretamente para a manutenção e expansão das atividades do grupo.
Operação Rainha do Sul
A prisão ocorreu durante a Operação Rainha do Sul, deflagrada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico, o Denarc. A ofensiva teve como objetivo desarticular o núcleo financeiro e a coordenação de uma organização criminosa com ramificações na Bahia e conexões com facções do Rio de Janeiro e de São Paulo.
No total, foram cumpridos 14 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão nos estados da Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Três dos alvos já se encontravam presos. Na Bahia, os investigados atuavam como gerentes territoriais em municípios como Feira de Santana, Lauro de Freitas, Camaçari e Salvador.
Bloqueio de valores e medidas judiciais
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 100 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados. Também foi proibido o uso de bens avaliados em cerca de R$ 1 milhão, medida que visa enfraquecer a estrutura financeira da facção.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos e detalhar a participação de cada suspeito no esquema criminoso.
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