A diarista Paola Stefany Neto Cirino, que confessou ter matado o casal de idosos formado pelo advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e pela empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, não será julgada pelo Tribunal do Júri. A decisão foi publicada na última quinta-feira (09) pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte.
A diarista Paola Stefany Neto Cirino, que confessou ter matado o casal de idosos formado pelo advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e pela empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, não será julgada pelo Tribunal do Júri. A decisão foi publicada na última quinta-feira (09) pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte.

Paola Stefany Neto Cirino suspeita de matar os idosos (Foto: reprodução)
Segundo a magistrada, o processo não se enquadra nas hipóteses previstas para julgamento pelo Tribunal do Júri, já que a investigada responde por latrocínio, crime caracterizado como roubo seguido de morte, e não por homicídio doloso.
Por que o caso não será analisado pelo Tribunal do Júri?
Na decisão, a juíza declarou a incompetência da 1ª Vara do Tribunal do Júri para analisar o processo e determinou o envio dos autos à Vara de Garantias, que fará a redistribuição para uma vara criminal comum.
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A magistrada fundamentou a decisão no artigo 74, § 1º, do Código de Processo Penal, que estabelece que o Tribunal do Júri é responsável apenas pelo julgamento dos chamados crimes dolosos contra a vida, como homicídio, infanticídio, induzimento ao suicídio e crimes de aborto previstos na legislação. Como Paola Stefany responde por latrocínio, delito considerado crime patrimonial, o processo seguirá na Justiça comum.
Relembre o crime
De acordo com as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, Paola Stefany foi contratada para realizar uma faxina no apartamento do casal, localizado na região Centro-Sul de Belo Horizonte, na segunda-feira (29).
Segundo o delegado Gustavo Barletta, a diarista colocou quatro comprimidos de um medicamento utilizado para tratar depressão em um suco servido às vítimas. Após os idosos ficarem sonolentos, ela utilizou uma faca para atacá-los.
As investigações apontam que Cláudio Atala Inácio sofreu mais de 40 facadas, com 17 perfurações concentradas no tórax, além de ferimentos no rosto, pescoço, costas e nuca. Maria Clotilde também foi atingida por diversos golpes de faca. A quantidade exata ainda depende da conclusão dos laudos periciais.

Reprodução / redes sociais
Após o crime, a investigada trocou de roupa, roubou joias, relógios de luxo, dinheiro e outros objetos do apartamento. Imagens de câmeras de segurança registraram sua saída do prédio carregando sacolas e uma bolsa.
Os relógios levados do imóvel, avaliados em cerca de R$ 108 mil, foram vendidos posteriormente na região da Praça Sete, em Belo Horizonte. Eles acabaram recuperados pela Polícia Civil após serem entregues pelo comprador. O casal foi encontrado morto pelo filho na terça-feira (30), depois que ele não conseguiu contato com os pais.
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Prisão e confissão
Paola Stefany foi presa na madrugada de 2 de julho, em um hotel na cidade de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Conforme a Polícia Civil, ela confessou o crime durante o interrogatório e afirmou que já esperava ser localizada devido à repercussão do caso. Desde então, a investigação reuniu depoimentos, imagens de monitoramento e realizou a reconstituição da dinâmica dos assassinatos.
Defesa pede incidente de insanidade mental
A defesa da diarista informou que pretende solicitar à Justiça a instauração de um incidente de insanidade mental. Segundo o advogado Bruno Corrêa, a cliente apresenta confusão mental, lapsos de memória e pensamentos suicidas.
Ele afirmou que, durante a reconstituição do crime realizada pela Polícia Civil, Paola precisou interromper diversas vezes a reprodução dos fatos porque não conseguia recordar com clareza o que havia acontecido.
Ainda conforme a defesa, a investigada possui histórico de atendimento em unidades de saúde, incluindo o Hospital André Luiz, o Caps III de Ribeirão das Neves e um posto de saúde do município. O eventual pedido será analisado pela Justiça durante o andamento do processo.
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