O exame pericial realizado pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) comprovou que a arma de fogo utilizada no ataque a uma escola de Sobral, no Ceará, já havia sido empregada em outro crime registrado em julho. O suspeito, preso recentemente, tinha a prisão em flagrante convertida em preventiva e já possuía mandado aberto pelo homicídio anterior.
O exame pericial realizado pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) comprovou que a arma de fogo utilizada no ataque a uma escola de Sobral, no Ceará, já havia sido empregada em outro crime registrado em julho. O suspeito, preso recentemente, tinha a prisão em flagrante convertida em preventiva e já possuía mandado aberto pelo homicídio anterior.
Microcomparação balística reforça investigação
A confirmação ocorreu por meio do Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab), ferramenta integrada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública que permite relacionar projéteis e estojos a armas específicas. Segundo o perito-geral da Pefoce, Júlio Torres, cada projétil apresenta marcas únicas deixadas pelo cano da arma, funcionando como impressões digitais. Ao inserir um novo projétil no sistema, ele é comparado com os já cadastrados, possibilitando identificar se a mesma arma foi utilizada em crimes distintos.
“O exame realizado pela Pefoce confirmou que o projétil encontrado na vítima de setembro partiu da mesma arma do homicídio de julho. Essa análise técnica fortalece o inquérito e comprova a ligação do suspeito com ambos os crimes”, explicou Torres.
Prisão e continuidade das investigações
O delegado da 1ª Seccional do Interior Norte da Polícia Civil do Ceará (PCCE), João Alberto, detalhou que o resultado do laudo integra outros elementos de investigação, como depoimentos e indícios colhidos no decorrer dos inquéritos.
“O documento da Pefoce reforça a importância da prisão do suspeito, que já foi detido em flagrante pelo crime mais recente e agora possui prisão preventiva pelo homicídio anterior”, afirmou.
Avanços tecnológicos no combate à criminalidade
A Pefoce utiliza o Sinab desde a parceria firmada entre a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) e o MJSP. O programa permite identificar armas por meio das marcas deixadas em projéteis e estojos, armazenando todas as informações no banco de dados nacional. Essa tecnologia auxilia na elucidação de crimes e contribui para estratégias de segurança pública.
Além do Sinab, o Governo do Ceará investiu na criação da Delegacia de Combate ao Tráfico de Armas, Munições e Explosivos (Desarme), em abril de 2025, com o objetivo de investigar o tráfico e a circulação ilegal de armamento no estado. Essas medidas reforçam a atuação das forças de segurança no enfrentamento à criminalidade organizada.
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