O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas à atuação da Organização das Nações Unidas diante dos conflitos no Oriente Médio. A declaração ocorreu na manhã deste sábado (18), durante participação na 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, na Espanha.

Lula tem interesse em proibir bets (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Lula tem interesse em proibir bets (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas à atuação da Organização das Nações Unidas diante dos conflitos no Oriente Médio. A declaração ocorreu na manhã deste sábado (18), durante participação na 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, na Espanha.

Sem seguir o discurso previamente preparado, o presidente optou por ampliar o debate, focando no enfraquecimento das instituições internacionais responsáveis por mediar crises globais.

Críticas ao cenário internacional

Lula afirmou que o problema central está na perda de protagonismo da ONU e no avanço de decisões tomadas de forma isolada por líderes mundiais, sem consulta aos organismos multilaterais.

Ao longo do discurso, ele citou conflitos e intervenções militares em regiões como Iraque, Líbia, Ucrânia, Irã, Faixa de Gaza e Venezuela para sustentar a crítica ao que chamou de ações unilaterais. Segundo o presidente, esse tipo de postura contribui para o agravamento das tensões globais, cenário também apontado por analistas ao destacar a dificuldade da ONU em conter guerras recentes .

Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite Twitter de um presidente da república ameaçando o mundo, fazendo guerra”.

Em outro momento, Lula associou os impactos dos conflitos ao aumento do custo de vida em diversos países.

O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, aumenta o milho no México, aumenta a gasolina no outro país. Ou seja, é o pobre que vai pagar a irresponsabilidade de guerras que ninguém quer”.

O presidente também defendeu a necessidade de priorizar investimentos sociais, citando problemas como fome, analfabetismo e falta de acesso a serviços básicos, em vez de gastos militares — crítica recorrente em seus discursos recentes sobre o tema .

Crítica ao Conselho de Segurança

A crítica mais direta foi direcionada ao Conselho de Segurança da ONU. Lula afirmou que os cinco membros permanentes, criados para garantir a paz após a Segunda Guerra Mundial, passaram a atuar no sentido contrário.

Os 5 membros do Conselho de Segurança, os membros permanentes, que quando se criou o Conselho de Segurança era para garantir a paz no mundo após a 2ª Guerra Mundial, viraram os senhores da guerra”.

Ele ainda defendeu mudanças na estrutura do organismo internacional, com maior participação de países da África, América Latina e Ásia, além de criticar o uso do poder de veto e a falta de protagonismo diante da escalada de conflitos.

“É dentro das Nações Unidas. É dentro das Nações Unidas. Eu acho que é isso que nós deveríamos aqui, Boric, tentar colocar num documento, uma convocação geral para discutir o que está acontecendo no mundo hoje com a destruição do multilateralismo”.

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