O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu demitir o então chefe do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, que estava no cargo havia 11 meses. Em seu lugar, assume nesta segunda-feira (13) a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira.

Presidente do INSS Gilberto Waller – Foto: Reprodução
A troca foi motivada, segundo informações divulgadas pelo blog do jornalista Valdo Cruz, pelo desgaste causado pelas filas do INSS, que passaram a impactar negativamente a imagem do governo e devem ser exploradas no cenário eleitoral.
Troca ocorre após escândalo e pressão política
Gilberto Waller Júnior havia assumido o comando do instituto em abril do ano passado, logo após uma operação da Polícia Federal revelar um esquema bilionário de fraudes na Previdência.
As investigações apontaram descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024, com prejuízos que podem chegar a R$ 6,3 bilhões. Na época, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado, posteriormente demitido e preso. Outros integrantes da cúpula do órgão também foram alvo de medidas judiciais.
Nova presidente assume com missão de destravar o sistema
A nova presidente, Ana Cristina Viana Silveira, terá como principal desafio reduzir a fila de espera por benefícios e modernizar os processos internos.
Em nota, o Ministério da Previdência destacou que a mudança busca acelerar a análise de pedidos e melhorar o atendimento aos segurados. “Ela assume a presidência com a missão estratégica de simplificar processos e dar mais agilidade ao sistema”, informou o órgão.
Quem é Ana Cristina
Formada em Direito, Ana Cristina é servidora do INSS desde 2003, onde ingressou como Analista do Seguro Social. Ao longo da carreira, acumulou experiência em diferentes áreas da Previdência.

Antes de assumir o novo cargo, atuava como secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social. Também presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) entre 2023 e 2026, período em que ampliou a capacidade de análise de processos.
A escolha de uma técnica com trajetória dentro do próprio instituto sinaliza uma tentativa do governo de reorganizar a estrutura e responder às críticas sobre a demora na concessão de benefícios.
Desafio central: reduzir filas e recuperar imagem
A mudança no comando do INSS ocorre em um momento sensível para o governo, que enfrenta pressão diante do aumento do tempo de espera para aposentadorias, auxílios e outros benefícios.
A expectativa é que a nova gestão consiga acelerar o andamento dos processos e reduzir o impacto negativo do problema, considerado estratégico tanto do ponto de vista administrativo quanto político.
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