Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu entrevista coletiva em Juiz de Fora (MG), neste sábado (28), e garantiu que o governo vai dar casas às vítimas dos deslizamentos em diversos municípios afetados
Em visita às cidades afetadas pelas grandes volumes de chuvas que assolam Minas Gerais desde o início da semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu entrevista coletiva em Juiz de Fora (MG), neste sábado (28), e prometeu “dar casas” às vítimas das tragédias, em ato comparado aos desastres que assolaram o Rio Grande do Sul, no início de 2024.
“Minha visita é para assumir a responsabilidade, na frente dos prefeitos das cidades vitimadas pelas chuvas, para assumir o compromisso que o Governo Federal vai repetir aqui o mesmo que fizemos após a tragédia no Rio Grande do Sul [em 2024]. Vamos dar casa pras pessoas que perderam as casas”, garantiu.
Acompanhado de diversos ministros e aliados, o presidente ressaltou a importância de auxiliar os afetados pelos deslizamentos. O petista também falou em frente a nove prefeitos de cidades mineiras afetadas, incluindo Juiz de Fora e Ubá, que juntos registraram 70 mortos, conforme atualização deste sábado. Entre os administradores, estavam:
- Margarida Salomão, de Juiz de Fora;
- José Damato, de Ubá;
- Maurício Domingos, de Matias Barbosa;
- José Henriques, de Cataguases;
- Everaldo Roberto, de Paula Cândido;
- Cirlei Elizabete de Freitas, de Divinésia;
- Gustavo Fernandes, de Senador Firmino;
- Pedro Augusto Ferraz, de Leopoldina;
- Lucas Vieira Lopes, de Iguatama.

Zona da Mata já registrou 70 mortos (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Lula dá coletiva em Juiz de Fora
“Vim aqui pra dizer pra vocês que ninguém que foi prejudicado pela chuva, prejudicado pelo deslizamento de terra, ficará com o prejuízo nas suas costas, nós vamos ajudar essas pessoas a se recuperarem, dando as casas, ajudando as pessoas a receber antecipadamente uma parte do Fundo de Garantia que eles tem direito, BPC, vamos fazer chegar o dinheiro pra que eles possam recomeçar a vida”, disse o petista durante discurso.
“O Governo Federal vai dar de graça a casa, não é financiar, vai dar de graça para as pessoas que perderam a casa. Aprendemos isso depois de apanhar muito com o que aconteceu no Rio Grande do Sul, então criamos um padrão chamado ‘padrão decência’, ‘padrão respeito’, de cuidar das pessoas”, completou Lula.
Tragédia no Rio Grande do Sul
Em 2024, o Rio Grande do Sul viveu uma das piores calamidades climáticas de sua história, quando um período prolongado de chuvas extremas entre abril e maio provocou enchentes, deslizamentos de terra e alagamentos em praticamente todo o território gaúcho.
O volume de chuva recorde afetou centenas de municípios, levando à morte de pelo menos 183 pessoas, deixando dezenas de desaparecidos, feridos e obrigando milhares de moradores a deixarem suas casas, com mais de 2,3 milhões de pessoas impactadas diretamente pelos efeitos das tempestades.
A magnitude do desastre também causou enormes prejuízos materiais e sociais, com centenas de milhares de pessoas desalojadas e necessitando de abrigo, e grandes perdas na infraestrutura urbana, na agricultura e no setor econômico local.
Autoridades estaduais e federais declararam situação de emergência e iniciaram programas de auxílio e reconstrução, enquanto estudos apontam que eventos meteorológicos intensificados pelas mudanças climáticas e fenômenos como o El Niño contribuíram para a severidade das enchentes.
