A viagem de Lula aos EUA deve ser adiada após a escalada do conflito entre Israel, Irã e forças norte-americanas. O encontro com Donald Trump pode ocorrer no fim de março ou em abril, enquanto o Brasil reforça apelo por respeito ao Direito Internacional.

Lula adia visita aos EUA após escalada de conflitos (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Lula adia visita aos EUA após escalada de conflitos (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

A ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos Estados Unidos deverá ser adiada após os conflitos armados no Oriente Médio iniciados no sábado (28), entre Israel, Irã e outros países da região que inicialmente não tinham envolvimento no conflito.

Segundo informação do blog da jornalista Ana Flor, do g1, três assessores do petista confirmaram que a visita, anteriormente agendada com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acontecer em março, poderá ser realizada no final do mês, ou até mesmo em abril.

Lula deve adiar visita aos EUA

A visita à Washington D.C. justifica uma diplomacia mais amena com a Casa Branca, principalmente na relação entre os dois mandatários, embora o Itamaraty tenha condenado os ataques de Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã durante o último sábado, após os primeiros episódios do conflito.

Mais tarde, o governo do Brasil divulgou uma nova nota oficial onde reiterou o pedido de Direito Internacional às nações envolvidas, e declarando profunda preocupação com a escalada da tensão na região do Golfo.

Conflito no Oriente Médio

O conflito militar entre Estados Unidos, Israel e o Irã teve início com uma ofensiva coordenada de ataques aéreos contra o território iraniano no sábado. A operação, conduzida por forças dos EUA e de Israel, resultou na morte de líderes iranianos de alta patente, incluindo o supremo líder aiatolá Ali Khamenei, e em ataques a centros de comando e infraestrutura militar em diversas cidades iranianas.

Em resposta aos bombardeios, o Irã lançou mísseis e drones contra posições israelenses e bases militares dos EUA na região do Golfo, ampliando o teatro de hostilidades para além das fronteiras iniciais, refletindo ataques em países como Catar, Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Bahrein, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.

Os confrontos já resultaram em 555 mortos e ao menos 747 feridos, de acordo com dados divulgados pelo Crescente Vermelho, entidade humanitária que atua em países de maioria muçulmana.

A crise também impacta setores civis e econômicos da região e do mundo, incluindo interrupções no tráfego marítimo do Estreito de Hormuz, principal rota de exportação de petróleo, e cancelamentos de voos comerciais.

Autoridades internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas, têm feito apelos por cessar-fogo diante do risco de uma guerra mais ampla no Oriente Médio.

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