Lula reúne ministros em meio à saída de cerca de 20 integrantes do governo que disputarão as eleições de 2026. A movimentação deve provocar uma ampla reforma ministerial, com substituições interinas e mudanças na Esplanada.

Esplanada dos Ministérios - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Esplanada dos Ministérios - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne ministros nesta terça-feira (31), no Palácio do Planalto, em um momento de forte reformulação no governo. A expectativa é de que cerca de 20 integrantes deixem seus cargos ainda nesta semana para disputar as eleições de 2026.

Oficialmente, a reunião tem como objetivo alinhar as prioridades da gestão. Nos bastidores, no entanto, o encontro também deve marcar o anúncio de mudanças na Esplanada dos Ministérios.

Saída em massa e prazo legal

A debandada é considerada recorde e supera o movimento registrado em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, quando dez ministros deixaram os cargos para concorrer nas eleições.

Pela legislação eleitoral, ministros e outros ocupantes de cargos públicos precisam se desincompatibilizar até o próximo sábado (4) para disputar o pleito.

Substituições e transição

Com a saída dos titulares, a tendência é que secretários-executivos assumam interinamente os ministérios, garantindo a continuidade administrativa.

Algumas mudanças já começaram a ser desenhadas. No Ministério da Educação, por exemplo, o atual secretário-executivo Leonardo Barchini deve assumir o comando da pasta com a saída de Camilo Santana.

Já a ministra Simone Tebet (PSB) se despediu da equipe e confirmou que a transição está em andamento, embora o sucessor ainda não tenha sido anunciado oficialmente.

Outros nomes que deixam o governo

A ministra Gleisi Hoffmann também confirmou que deixará o cargo nesta semana para disputar o Senado. O substituto ainda não foi definido.

Entre outros movimentos, o ministro dos Transportes, Renan Filho, deve sair para concorrer ao governo de Alagoas. Já o chefe da Casa Civil, Rui Costa, é cotado para uma vaga no Senado.

O ministro Paulo Teixeira deve disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, com previsão de ser substituído por Fernanda Machiaveli, que poderá se tornar a primeira mulher a comandar a pasta.

A ministra Anielle Franco também deixará o governo para concorrer a deputada federal.

Mudanças já em curso

O ex-ministro Fernando Haddad deixou a Fazenda para disputar o governo de São Paulo. Em seu lugar, assumiu o então secretário-executivo Dario Durigan.

Há ainda previsão de remanejamentos internos. O ministro André de Paula pode ser deslocado para o Ministério da Agricultura, atualmente comandado por Carlos Fávaro.

Definições pendentes

Segundo interlocutores do Planalto, pastas que não tiverem novos titulares definidos até a reunião devem ficar sob comando interino até decisão final do presidente.

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