A mãe da pequena Maya Costa Cipriano relatou que deixou a filha com o padrasto para ir a uma entrevista de emprego e só soube das agressões no hospital. A criança morreu após ser socorrida, e o caso é investigado como homicídio, com suspeita de violência anterior.
A mãe da pequena Maya Costa Cipriano, de apenas 1 ano e 9 meses, falou pela primeira vez sobre a morte da filha, ocorrida em Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Durante o enterro, realizado neste domingo (5), ela relatou momentos de desespero e afirmou que não sabia das agressões cometidas pelo padrasto.
Emannuelly da Silva Costa contou que havia deixado a filha com o companheiro para ir a uma entrevista de emprego no bairro do Flamengo, na Zona Sul. Segundo ela, o homem, Lukas Pereira do Espírito Santo, nunca havia demonstrado comportamento agressivo.
“Eu ainda não acredito. Parece que ela vai voltar. Esse monstro tirou a vida da minha filha”, disse.
Socorro e desespero
A mãe afirmou que recebeu mensagens do companheiro dizendo que a criança passava mal. Sem conseguir visualizar imediatamente, ela só viu o conteúdo horas depois. Ao chegar em casa, encontrou a filha desacordada.
Emannuelly relatou que levou a menina às pressas até uma unidade de saúde, onde ela foi atendida em estado grave.
“Eu peguei minha filha mole, desacordada. Quando cheguei na UPA, correram com ela para a sala vermelha. Ela morreu nos meus braços. Eu ainda sentia o coração dela batendo”, contou.
Após o atendimento, a mãe seguiu para prestar depoimento na delegacia e acompanhou os procedimentos no Instituto Médico Legal (IML).
Suspeita contra padrasto
A mulher disse que, em outras ocasiões, chegou a notar manchas no corpo da filha, mas que sempre buscou atendimento médico. Segundo ela, os profissionais chegaram a levantar a hipótese de doenças como dengue.
Apesar disso, familiares do lado paterno afirmam que já desconfiavam de agressões. Relatos indicam que a criança apresentava hematomas frequentes e que havia tentativas de obter a guarda da menina.
Repercussão e dor da família
Amigos e familiares reforçaram que a mãe não teve culpa e destacaram o impacto da tragédia. Uma amiga próxima afirmou que toda a família está destruída com o caso e cobra justiça.
Testemunhas também descreveram o suspeito como uma pessoa fria e afirmaram que ele teria apresentado versões contraditórias durante o socorro.
Investigação
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias da morte e possíveis episódios anteriores de violência. A principal linha de investigação aponta para agressões cometidas pelo padrasto.
A morte da criança gerou forte comoção e revolta, especialmente diante da suspeita de maus-tratos prolongados.
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