Um caso de extrema violência contra uma criança chocou o Reino Unido após a morte do pequeno Kol Page, de dois anos, vítima de agressões enquanto estava sob os cuidados da mãe e do companheiro dela. O menino sofreu ferimentos graves em abril de 2022 enquanto estava na casa da família no bairro de Bromley, no sudeste de Londres. Ele foi levado às pressas ao hospital após ser encontrado inconsciente.
Um caso de extrema violência contra uma criança chocou o Reino Unido após a morte do pequeno Kol Page, de dois anos, vítima de agressões enquanto estava sob os cuidados da mãe e do companheiro dela. O menino sofreu ferimentos graves em abril de 2022 enquanto estava na casa da família no bairro de Bromley, no sudeste de Londres. Ele foi levado às pressas ao hospital após ser encontrado inconsciente.
Segundo as investigações da Metropolitan Police, Kol apresentava hematomas no rosto e uma grave lesão no abdômen. Médicos afirmaram que os ferimentos eram compatíveis com agressões como socos, chutes ou pisões.
Criança passou mais de um ano hospitalizada
Após o ataque, o menino sofreu danos cerebrais severos e ficou com sequelas graves. Ele permaneceu hospitalizado por cerca de 14 meses. Posteriormente, Kol passou a viver com uma família adotiva que cuidou dele até sua morte, registrada em 29 de junho de 2024, consequência direta das lesões sofridas dois anos antes.
Namorado da mãe foi condenado por homicídio culposo
Durante julgamento no Southwark Crown Court, o companheiro da mãe, Scott O’Connor (36), foi considerado culpado por homicídio culposo. Já a mãe da criança, Zoe Coutts (35), foi condenada por permitir a morte de um menor. A investigação apontou que as agressões ocorreram enquanto o menino estava sob os cuidados do casal.
Versões contraditórias levantaram suspeitas
Inicialmente, os dois afirmaram que os ferimentos teriam sido causados por quedas e pela suposta falta de coordenação da criança. Em diferentes momentos, o casal apresentou versões variadas para explicar o estado do menino, incluindo alegações de que ele teria caído do berço ou de uma cadeira. Contudo, especialistas médicos descartaram essas hipóteses e concluíram que os ferimentos eram resultado de agressões deliberadas.
Mensagens revelaram histórico de abusos
Durante as investigações, a polícia encontrou mensagens trocadas entre o casal que indicavam um histórico de violência contra o menino. De acordo com os investigadores, o conteúdo mostrava o envio de fotos das lesões da criança e comentários considerados perturbadores sobre os ferimentos. A detetive-chefe Kate Blackburn afirmou que Kol sofreu abusos prolongados dentro da própria casa. Segundo ela, o menino foi vítima de violência no lugar onde deveria estar mais seguro.
Investigação apontou demora no socorro
As autoridades também concluíram que houve demora no pedido de ajuda quando a criança parou de respirar. A falta de oxigenação agravou o quadro clínico e contribuiu para os danos cerebrais irreversíveis. Para os investigadores, o caso representa um exemplo trágico de falha na proteção de uma criança vulnerável. Kol foi descrito por pessoas próximas como um menino alegre, carinhoso e cheio de energia, que deveria ter tido a oportunidade de crescer em segurança.
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