A Mancha Alviverde firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Estado de São Paulo e assumiu responsabilidade civil pelos danos causados na emboscada contra torcedores do Cruzeiro Esporte Clube, ocorrida em outubro de 2024, na Rodovia Fernão Dias, na região de Mairiporã (SP).

Mancha Alviverde fecha acordo com MP e pagará indenização por ataque a torcedores do Cruzeiro Esporte Clube. Foto: Divulgação.
Mancha Alviverde fecha acordo com MP e pagará indenização por ataque a torcedores do Cruzeiro Esporte Clube. Foto: Divulgação.

A Mancha Alviverde firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Estado de São Paulo e assumiu responsabilidade civil pelos danos causados na emboscada contra torcedores do Cruzeiro Esporte Clube, ocorrida em outubro de 2024, na Rodovia Fernão Dias, na região de Mairiporã (SP).

O acordo foi homologado pelo Conselho Superior do Ministério Público no dia 10 de fevereiro e divulgado nesta terça-feira (3). A negociação foi conduzida pela Promotoria de Justiça de Mairiporã, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Pelo termo, a torcida organizada se comprometeu a pagar indenização mínima de R$ 2 milhões. Metade do valor será destinada à família de José Victor Miranda, torcedor que morreu no ataque. O episódio, registrado no dia 27 de outubro de 2024, também deixou outras 20 pessoas feridas.

Segundo a acusação, mais de cem integrantes da organizada teriam participado do planejamento da ação.

Regras e punições previstas

Além do pagamento da indenização, o TAC estabelece medidas de controle e transparência. Entre as obrigações está o envio semestral da lista de associados à Federação Paulista de Futebol (FPF) e à Promotoria de Mairiporã.

O acordo também prevê a suspensão preventiva de membros indiciados ou denunciados por envolvimento em atos violentos, com possibilidade de exclusão definitiva em casos de crimes graves ou reincidência.

De acordo com o Ministério Público, o descumprimento das cláusulas ou a repetição de ataques organizados poderá resultar na suspensão imediata do acesso da torcida a estádios e até na extinção definitiva da agremiação.

Processo criminal

Na esfera criminal, 43 torcedores foram denunciados por homicídio consumado, tentativa de homicídio qualificado e outros crimes relacionados ao caso. Entre os acusados está Jorge Luiz Sampaio Santos, ex-presidente da organizada, que permanece em prisão preventiva.

O episódio reacendeu discussões sobre a responsabilização civil e criminal de torcidas organizadas e os mecanismos para coibir episódios de violência associados ao futebol.

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