O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, retirou a tornozeleira eletrônica após quase dois anos, com autorização do STF. Ele começa agora a cumprir pena de dois anos por envolvimento na trama golpista investigada pela Operação Kit Preta. Cid revelou em delação que Bolsonaro ordenou o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes e confirmou detalhes do plano que visava impedir a posse de Lula.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), retirou nesta segunda-feira (3) a tornozeleira eletrônica, após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). O militar usou o equipamento por quase dois anos, desde o início das investigações sobre o plano golpista que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Cid deixou o prédio do STF sem o monitoramento eletrônico, marcando o início do cumprimento da pena de dois anos determinada pela Corte. Ele foi condenado por envolvimento na “trama golpista” investigada pela Operação Kit Preta, conduzida pela Polícia Federal.
As investigações tiveram como ponto de partida o conteúdo apreendido no celular de Cid, que revelou a chamada “minuta do golpe” — documento que delineava um plano, batizado de “Copa 2022”, para intervir no resultado das eleições presidenciais e manter Bolsonaro no poder.
Em delação premiada firmada em setembro de 2023, Cid confirmou detalhes do plano e apontou os principais articuladores da tentativa de ruptura institucional. Ele também afirmou que Bolsonaro ordenou o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes, do STF, um dos principais alvos do grupo.
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