Uma médica de 57 anos foi presa na Polônia após a descoberta de 34 fetos humanos enterrados no jardim de sua antiga residência. A polícia investiga se o material foi utilizado em experimentos e apura a origem dos restos encontrados.
Uma médica de 57 anos foi presa na Polônia, após a polícia localizar 34 fetos humanos enterrados no jardim de uma antiga residência na cidade de Lutoryz, no sudeste do país. O caso foi divulgado pelas autoridades polonesas nesta segunda-feira (15) e gerou grande repercussão nacional.

(Foto: Reprodução)
As investigações começaram após a descoberta de resíduos médicos durante obras realizadas no imóvel. Segundo a Procuradoria Regional de Rzeszów, equipes foram acionadas no dia 10 de junho após a identificação de materiais que incluíam blocos de parafina, lâminas de microscópio e outros itens utilizados em procedimentos laboratoriais.
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Propriedade pertencia à médica
Durante a apuração, os investigadores constataram que a antiga proprietária da residência era uma patologista identificada como Magdalena H., de 57 anos. A partir das buscas realizadas no terreno, peritos encontraram restos mortais que foram confirmados como fetos humanos.
De acordo com o porta-voz da Procuradoria Regional de Rzeszów, Krzysztof Ciechanowski, entre os materiais recolhidos havia um feto humano e outros vestígios que podem corresponder a fetos em estágio inicial de desenvolvimento ou fragmentos deles. Após análise preliminar, especialistas confirmaram a natureza dos restos encontrados.
Experimentos e supostos procedimentos ilegais
A principal linha de investigação trabalha com a hipótese de que os fetos tenham sido utilizados em experimentos. As autoridades, entretanto, afirmam que até o momento não há indícios de que o material tenha sido obtido por meio de procedimentos ilegais.
Magdalena H. foi presa na última sexta-feira (12) e teve a prisão preventiva decretada por três meses. Ela poderá responder por crimes como vilipêndio de cadáver, descarte irregular de resíduos médicos e abandono de materiais perigosos em local não autorizado. Caso seja condenada, a pena pode chegar a 12 anos de prisão.
Médica negou acusações
Em depoimento, a médica negou as acusações relacionadas aos supostos experimentos, mas admitiu ter transportado e enterrado os fetos e outros resíduos médicos encontrados na propriedade.
O caso continua sob investigação, enquanto peritos analisam os materiais recolhidos para esclarecer a origem dos fetos e as circunstâncias que levaram ao armazenamento e enterramento dos restos humanos no local.
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