Um vídeo obtido pelo programa Alô Você, do SBT, mostra Ana Paula Veloso Fernandes, apontada como responsável por ao menos quatro homicídios por envenenamento, admitindo seu envolvimento em pelo menos duas das mortes.

Ana Paula Veloso Fernandes confessou homicídios e revelou detalhes em áudios e mensagens (Foto: reprodução)
Ana Paula Veloso Fernandes confessou homicídios e revelou detalhes em áudios e mensagens (Foto: reprodução)

Um vídeo obtido pelo programa Alô Você, do SBT, mostra Ana Paula Veloso Fernandes, apontada como responsável por ao menos quatro homicídios por envenenamento, admitindo seu envolvimento em pelo menos duas das mortes.

Durante o interrogatório, a investigada confirmou ter participado dos assassinatos de Marcelo Hari Fonseca e Neil Corrêa da Silva, mas negou a autoria dos homicídios de Maria Aparecida Rodrigues e Hayder Mhazres.

“Eu ajudei uma amiga a matar o pai, o Neil, e o Marcelo Hari Fonseca”, admitiu Ana Paula.

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No entanto, o material apreendido durante a investigação indica que a participação da suspeita se estende a todos os crimes. Celulares, áudios, mensagens e outros documentos mostram planejamento detalhado, execução e tentativas de encobrir os homicídios, confirmando o envolvimento direto da investigada.

Áudios e mensagens revelam planejamento e frieza

Durante o interrogatório, Ana Paula detalhou sua participação em diversos homicídios. Sobre Marcelo Hari Fonseca, afirmou que a decisão de matá-lo surgiu após desentendimentos:

“Foi quando ele subiu a escada… a partir daí falei: vou matar ele”.

Ela negou qualquer relação amorosa com a vítima, afirmando que havia apenas fingido um namoro para permanecer na residência. Ana Paula confessou ainda ter queimado o sofá onde o corpo foi encontrado e ter limpado o local com água, com a ajuda da irmã Roberta, reforçando que a morte não ocorreu por acidente.

No caso de Neil Corrêa da Silva, o crime foi motivado por ganhos financeiros. O homicídio envolveu o uso de alimento envenenado e a vítima teria consumido apenas duas colheres antes de desmaiar. Após o envenenamento, Ana Paula ateou fogo no carro da vítima para criar tumulto.

Mensagens recuperadas das irmãs revelam planejamento minucioso e frieza. Para se referir ao homicídio de Neil, Ana Paula e Roberta utilizavam o código “TCC” (Trabalho de Conclusão de Curso). As irmãs discutiam valores em espécie para dificultar rastreamento financeiro e mostraram deboche em relação à morte da filha de Neil, apelidada de “gato da Michelle”.

Tentativa de incriminar terceiros

Na morte de Maria Aparecida Rodrigues, Ana Paula usou a linha telefônica da vítima para enviar ameaças a terceiros, tentando direcionar a investigação para outras pessoas. Ela também admitiu ter enviado mensagens ameaçadoras a Gislene, usando o nome de Cristiane, esposa de Diego Sakaguchi Ferreira, com o objetivo de confundir as autoridades.

Quanto a Hayder Mhazres, Ana Paula e Roberta planejavam o crime motivadas por chantagem patrimonial. Elas monitoraram a vítima em tempo real e demonstraram frieza emocional, retomando conversas banais minutos após o óbito. Ana Paula chegou a simular uma gravidez para pressionar Hayder e enviou mensagens intimidatórias.

Outras evidências

A investigação apreendeu celulares de Ana Paula e determinou a quebra de sigilo dos dados. Durante buscas em sua residência, a Polícia encontrou “chumbinho”, substância altamente tóxica, compatível com o envenenamento das vítimas. Além disso, materiais gráficos, bilhetes e anotações foram coletados para perícia, reforçando as evidências sobre o envolvimento direto da investigada em todos os homicídios.

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