O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou a carta de demissão ao presidente Lula e deixa o cargo nesta quinta-feira. A saída ocorre em meio a debates sobre segurança pública e à possibilidade de divisão da pasta.

Ricardo Lewandowski entregou cargo no ministério (Foto: Nelson Jr / SCO / STF)
Ricardo Lewandowski entregou cargo no ministério (Foto: Nelson Jr / SCO / STF)

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira (08) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a carta de saída do comando da pasta. A exoneração deve ser publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (09).

Lewandowski assumiu o ministério em fevereiro de 2024, logo após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF), onde atuou como ministro por mais de uma década.

Saída de ministro

A saída ocorre em um momento de forte protagonismo do tema da segurança pública no Brasil e em outros países da América Latina, marcado pelo avanço de organizações criminosas e por episódios de violência ligados a disputas entre facções.

Estão vinculadas ao Ministério da Justiça e Segurança Pública instituições estratégicas como a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional, utilizada para apoio aos estados em situações de crise ou reforço das ações de segurança.

Com a saída de Lewandowski, o secretário-executivo da pasta, Manoel Almeida, deve assumir interinamente o comando do ministério.

Segundo informações apuradas pela TV Globo, um dos fatores que contribuíram para a antecipação da saída foi a retomada das articulações no governo Lula para dividir a estrutura atual em dois ministérios distintos: um da Justiça e outro da Segurança Pública, modelo semelhante ao adotado durante o governo Michel Temer.

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