A morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 35 anos, nesta quarta-feira (06), após complicações em um procedimento de coleta de óvulos trouxe discussões sobre os riscos raros ligados à fertilização in vitro. O caso ocorreu em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes e passou a ser investigado pela Polícia Civil.
A morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 35 anos, nesta quarta-feira (6), após complicações em um procedimento de coleta de óvulos, trouxe discussões sobre os riscos raros ligados à fertilização in vitro. O caso ocorreu em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes (SP) e passou a ser investigado pela Polícia Civil.

Juíza morreu após complicações em procedimento médico. Foto: Reprodução / Ajuris.
Segundo as informações apuradas, Mariana sofreu uma hemorragia grave após realizar a punção ovariana, técnica utilizada para retirada de óvulos.
Apesar de ser considerado um procedimento seguro e amplamente utilizado, especialistas afirmam que a técnica envolve riscos raros, como hemorragias internas e complicações anestésicas.
A análise da perícia
De acordo com a médica Caroline Daitx, especialista em medicina legal e perícia médica, a investigação busca identificar se a morte decorreu de uma complicação inerente ao procedimento ou de eventual falha técnica.
“A investigação médico-legal segue um protocolo rigoroso de diagnóstico diferencial através da necropsia forense”, explicou.

Perita médica Caroline Daitx explica quais fatores podem indicar eventual negligência médica no caso da juíza Mariana Ferreira, que morreu após complicações em um procedimento de fertilização in vitro. Foto: Divulgação/ Redes sociais.
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Segundo Caroline, a perícia também avalia prontuários, exames, estabilidade clínica da paciente e a conduta adotada pela equipe médica.
Possíveis falhas analisadas
A especialista afirma que situações como erro técnico durante a introdução da agulha ou demora no reconhecimento de uma hemorragia podem ser consideradas fatores relevantes na análise.

Especialistas explicam que procedimentos de reprodução assistida exigem monitoramento clínico. Foto: Reprodução.
“A negligência caracteriza-se principalmente pela falha no diagnóstico precoce e manejo da complicação hemorrágica”, afirmou Caroline Daitx.
Além disso, é avaliado se a paciente possuía fatores de risco prévios que poderiam aumentar as chances de complicações.
A Polícia Civil segue investigando o caso e aguarda resultados periciais para esclarecer as circunstâncias da morte. Até o momento, não houve conclusão oficial sobre eventual responsabilidade médica.
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