A Polícia Civil de Santa Catarina apontou que o ex-jogador Brasão foi morto após cobrar R$ 30 por bebidas consumidas e expulsar um cliente de seu bar em Tubarão. O suspeito retornou armado e atirou contra a vítima. Horas depois, ele também matou um empresário de 20 anos e foi preso em flagrante por duplo homicídio qualificado.
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) concluiu que a morte do ex-jogador de futebol Brasão, ocorrida no último fim de semana em Tubarão, no Sul do estado, foi motivada por uma discussão envolvendo o pagamento de bebidas consumidas em um bar de propriedade da vítima.

Brasão foi assassinado em Tubarão
Segundo a Divisão de Investigação Criminal (DIC), o suspeito teria se revoltado após ser cobrado em R$ 30 e expulso do estabelecimento, retornando pouco depois para cometer o crime.
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Ex-jogador teria negado desconto
De acordo com a investigação, Brasão, que teve passagens por clubes como Santa Cruz, Athletico-PR, Atlético Goianiense, Tubarão e Brasil de Pelotas, promovia uma festa no Bora Viver B.14, bar de sua propriedade, quando o suspeito compareceu ao local.
Conforme o delegado responsável pelo caso, o homem recebeu um desconto na compra inicial de bebidas, mas, ao tentar adquirir novos produtos, solicitou outro abatimento no valor, pedido que foi negado.
Suspeito voltou armado
A negativa teria provocado uma discussão entre os dois. Durante o desentendimento, o suspeito acabou sendo retirado do estabelecimento. Pouco tempo depois, ele retornou ao local armado e efetuou disparos contra o ex-atacante.
Brasão foi atingido por tiros no tórax e no antebraço. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar foram acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Após o assassinato, o suspeito fugiu em uma motocicleta. No entanto, ele foi localizado e preso no mesmo dia no bairro Figueirinha, em Jaguaruna, município vizinho situado a cerca de 40 quilômetros de Tubarão.
Outro homem baleado na região
Horas depois da morte de Brasão, outro homicídio foi registrado na mesma região. O empresário João Roberto Pereira de Oliveira, de 20 anos, foi executado a tiros dentro de uma loja. As investigações apontam que o segundo crime pode ter motivação distinta da primeira execução.
Segundo a Polícia Civil, João Roberto seria o atual companheiro de uma ex-namorada do suspeito preso. A linha investigativa trabalha com a hipótese de que o assassinato tenha sido motivado por questões relacionadas ao antigo relacionamento.
Empresário também morreu
O jovem empresário foi atingido por disparos na cabeça e na clavícula e morreu antes da chegada do socorro. Diante das evidências reunidas pelos investigadores, o suspeito foi encaminhado à sede da DIC de Tubarão, onde teve a prisão em flagrante formalizada.
Ele responderá por dois homicídios qualificados. A Polícia Civil segue apurando detalhes da dinâmica dos crimes e das circunstâncias que levaram às execuções.
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