O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento das investigações relacionadas à morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em 04 de  janeiro deste ano na Praia Brava, em Florianópolis. O pedido foi encaminhado à Justiça na última sexta-feira (8) após análise complementar do caso e revisão das provas reunidas durante a investigação 

Foto: Reprodução.
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O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento das investigações relacionadas à morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em 04 de  janeiro deste ano na Praia Brava, em Florianópolis. O pedido foi encaminhado à Justiça na última sexta-feira (8) após análise complementar do caso e revisão das provas reunidas durante a investigação 

CAO-ORELHA - Bacci Notícias

Caso do cão Orelha gerou mobilização nas redes sociais e repercussão internacional. Foto: Reprodução.

Ministério Público aponta falta de provas

Segundo o relatório encaminhado à Vara da Infância, o Ministério Público entendeu que não há elementos suficientes para sustentar o avanço do caso na Justiça.

Em abril, o próprio órgão havia solicitado novas diligências à Polícia Civil após apontar lacunas e inconsistências no inquérito inicial. Com a conclusão dessa etapa, os promotores avaliaram que as provas produzidas não permitiram esclarecer definitivamente a causa da morte do animal.

Investigação chegou a apontar agressão

Durante a investigação, a Polícia Civil chegou a concluir que o cão teria sido vítima de agressão e indiciou um adolescente por suposta participação no caso.

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O corpo de Orelha também foi exumado para realização de novos exames periciais. O laudo produzido pela Polícia Científica descartou fraturas no esqueleto do animal, mas não eliminou totalmente a possibilidade de trauma.

Caso gerou mobilização dentro e fora do Brasil

A morte de Orelha provocou repercussão internacional e mobilizou moradores da Praia Brava, além de ativistas ligados à causa animal.

Em março, o governo federal anunciou o decreto “Cão Orelha”, que prevê multas para casos de maus-tratos contra animais. Os valores podem variar de R$ 1,5 mil a R$ 1 milhão, dependendo da gravidade da infração.

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