Alciele de Almeida Alencar faleceu na última quinta-feira (12), após dez dias de internação decorrente de um traumatismo craniano severo. O autor do crime, Pedro do Nascimento Santana Júnior, perseguiu a vítima em uma motocicleta e desferiu dezenas de golpes após provocar um acidente. Com a confirmação do óbito, a Polícia Civil deve atualizar a tipificação do crime para feminicídio.
A família de Alciele de Almeida Alencar, de 31 anos, confirmou na noite da última quinta-feira (12), a morte cerebral da jovem, que estava internada há dez dias em estado gravíssimo. Alciele foi vítima de uma agressão praticada pelo seu companheiro, o personal trainer, Pedro Junior, no município de Tomé-Açu, região nordeste do Pará.
Atualização do inquérito
Diante do falecimento, a Polícia Civil do Pará deve realizar a atualização do boletim de ocorrência e do inquérito instaurado contra o agressor, Pedro do Nascimento Santana Júnior. Preso desde o início da semana, o suspeito havia sido autuado inicialmente por tentativa de feminicídio. Com a confirmação da morte de Alciele, as autoridades judiciárias devem readequar a denúncia para feminicídio consumado.

Personal Pedro do Nascimento Santana Júnior || Reprodução: Redes Sociais
Como tudo aconteceu
De acordo com os levantamentos da Polícia Civil, o episódio de violência começou com o uso de um objeto metálico, uma latinha de cerveja, para ferir a mulher ainda no ar. Ao notar o risco, Alciele buscou refúgio no transporte por aplicativo, mas Pedro Junior iniciou uma perseguição em alta velocidade. O impacto provocado pelo agressor derrubou tanto a vítima quanto o condutor da motocicleta, deixando a mulher desacordada em via pública.
Assista o vídeo:
Mesmo com a companheira inconsciente, o homem desferiu cerca de 100 socos contra o rosto e o corpo dela. Relatos colhidos pelas autoridades indicam que o agressor intimidou pessoas que tentavam intervir, impedindo o socorro imediato.

Mulher agredida com 100 socos por personal morre após dez dias de internação
Prisão
O agressor foi localizado e preso pela Polícia Militar na manhã do dia 3 de março, sendo encaminhado para a Delegacia de Tomé-Açu. O histórico do caso agora segue para o Ministério Público, que deve fundamentar a nova acusação com base nos laudos necroscópicos e nos depoimentos colhidos.
Pedro do Nascimento permanece preso e à disposição do Poder Judiciário, enquanto familiares clamam por justiça diante da brutalidade do ato que vitimou a jovem de 31 anos.