Juliana Soares, de 35 anos, voltou a ser alvo de ataques nas redes sociais após anunciar sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT). A mulher ficou conhecida nacionalmente depois de ter sido brutalmente agredida pelo ex-namorado com 61 socos dentro de um elevador, em Natal, em junho de 2025.

O autor das agressões, Igor Eduardo Cabral, segue preso na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim.
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Na última semana, Juliana publicou nas redes sociais que havia se filiado ao PT. “É um privilégio fazer parte dos que lutam pela classe que mantém o Brasil de pé. Representar quem é base e alicerce é gratificante demais”, escreveu.
Após a publicação, ela passou a receber uma série de comentários ofensivos e ameaças.
Ameaças e ataques
Em uma das mensagens divulgadas pela própria vítima, um internauta escreveu:
“Você tem é que tomar mais 122 socos dessa vez para ficar sem a cabeça.”
Ao expor o comentário, Juliana afirmou que irá processar o autor da mensagem. “Esse vai responder judicialmente, mas antes ele vai ficar famoso. E ainda querem barrar a lei da misoginia”, escreveu.
Outros usuários também fizeram comentários sugerindo novas agressões e tentando justificar a violência sofrida por ela. Entre as mensagens, internautas escreveram frases como “Agora entendemos o agressor” e “Quando será o segundo round?”.
Relembre o caso
Juliana Soares foi espancada pelo ex-namorado dentro de um elevador em junho de 2025. Segundo as investigações, ela sofreu múltiplas fraturas nos ossos da face e precisou passar por diversas cirurgias, incluindo procedimentos de reconstrução facial.
O caso teve grande repercussão nacional devido à violência das agressões registradas pelas câmeras de segurança do prédio.
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