Uma idosa de aproximadamente 59 anos morreu na tarde deste domingo (14) após sofrer uma queda enquanto praticava rapel na Gruta do Spar, no distrito de Inoã, em Maricá (RJ). A área é uma mina desativada com paredões de 40 metros de altura.
Uma nova tragédia durante esporte radical chamou a atenção no final de semana. Na tarde de domingo (14), na Gruta do Spar, um dos pontos turísticos mais conhecidos do distrito de Inoã, em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, uma mulher de aproximadamente 59 anos perdeu a vida após sofrer uma queda violenta enquanto praticava rapel no local.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para a ocorrência, mas, devido à gravidade do impacto, os militares puderam apenas realizar a remoção do corpo, que foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São Gonçalo.
O caso foi registrado e está sob investigação da 82ª DP (Maricá). Agentes da Polícia Civil já realizaram uma perícia minuciosa no equipamento e na área do acidente, além de ouvirem as primeiras testemunhas.
A Gruta do Spar consiste em uma galeria de minas desativadas há mais de 50 anos, muito procurada por aventureiros devido à sua caverna com cerca de 40 metros de altura, usada justamente para a prática do esporte vertical.
Acidente fatal chama atenção após a trágica morte da jovem Maria Eduarda no ‘rope jump’
A morte da praticante de rapel na tarde de domingo chamou atenção sobre a segurança em esportes radicais por ocorrer um dia após a tragédia com a jovem Maria Eduarda, que morreu ao ser jogada durante a prática de rope jump, em Limeira (SP).

Maria Eduarda morreu ao saltar de bungee jump
Bombeiros foram chamados apenas para resgate do corpo
As características geográficas da Gruta do Spar transformaram o trabalho dos militares em uma operação complexa. O local possui vegetação típica de Mata Atlântica e um lago natural profundo, cercado por paredões rochosos íngremes de onde eram extraídos malacacheta e feldspato no século passado.
Quando o chamado de emergência entrou no quartel dos bombeiros, a informação inicial já indicava que a vítima não apresentava sinais vitais. O impacto contra o solo rochoso da caverna de 40 metros foi incompatível com a vida, restando às equipes táticas o uso de técnicas de salvamento em altura para içar o corpo da idosa de dentro da fenda.
Polícia Civil realiza perícia técnica para descobrir se houve falha humana
Segundo “O Dia”, os investigadores da 82ª DP concentram os esforços em descobrir o que causou o desprendimento da corda ou a perda de controle da descida da vítima. Testemunhas relataram que o procedimento parecia padrão até o momento em que a idosa despencou.
”Estamos realizando diligências complementares para apurar os fatos. O material de rapel usado foi apreendido e passará por análise da perícia técnico-científica para sabermos se houve falha mecânica ou negligência”, informou um dos agentes ligados ao caso.
Família aguarda liberação do corpo no IML
O corpo da vítima segue no IML de São Gonçalo aguardando os exames de necropsia para posterior liberação aos familiares. Enquanto o inquérito avança em Maricá, a comunidade esportiva cobra respostas rápidas e normas mais duras para que o rapel e outras modalidades não continuem fazendo vítimas fatais no Rio de Janeiro.