A artesã canadense Amanda Booth (36), viralizou nas redes sociais após revelar que produz joias utilizando materiais considerados incomuns. As peças são feitas sob encomenda e enviadas para clientes de diversas partes do mundo.

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A artesã canadense Amanda Booth (36), viralizou nas redes sociais após revelar que produz joias utilizando materiais considerados incomuns. As peças são feitas sob encomenda e enviadas para clientes de diversas partes do mundo.

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Amanda Booth. (Reprodução)

Moradora de Brantford, na província de Ontário, no Canadá, Amanda contou que começou a trabalhar com argila inicialmente como uma forma de terapia durante um período difícil da vida. Com o apoio de amigos e familiares, passou a vender peças personalizadas e transformou o hobby em negócio.

Clientes enviam os próprios materiais

Segundo Amanda, em entrevista à coluna Page Not Found, do portal Extra, que os materiais usados nas joias sempre pertencem aos próprios clientes. Ela afirmou que não aceita doações nem utiliza material de terceiros nas criações.

Entre os itens já recebidos para produção das peças estão:

  • sêmen;
  • sangue menstrual;
  • leite materno;
  • cordão umbilical;
  • placenta;
  • dentes humanos;
  • cabelos;
  • cinzas de pessoas falecidas;
  • pele e unhas;
  • penas e garras de animais.

As joias são moldadas de acordo com o significado sentimental desejado por cada cliente, normalmente ligados a luto, maternidade, perda gestacional ou homenagens a animais de estimação.

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Peças chegam a levar semanas para ficarem prontas

Amanda afirmou que recebe entre 100 e 150 pedidos por mês, sendo que alguns clientes encomendam até dez peças de uma vez. O prazo médio de produção é de oito semanas.

Entre os trabalhos mais demorados já produzidos por ela estão tabuleiros de xadrez feitos com cinzas humanas, que levaram semanas para serem concluídos. Ela também revelou que um dos pedidos mais inusitados foi transformar uma unha do pé em pingente.

Artesã diz receber críticas nas redes sociais

Apesar da curiosidade em torno do trabalho, Amanda contou que frequentemente recebe comentários de ódio e nojo nas redes sociais por causa das peças. Segundo ela, no início as críticas afetavam sua autoestima, mas hoje prefere responder com ironia e humor.

A canadense afirmou ainda que possui clientes em países como Japão, Austrália, Hong Kong, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá e diversas regiões da Europa e África.

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