Após o crime, a dupla tentou fugir, mas foi localizada poucas horas depois na BR-277, com ouro e a arma utilizada no homicídio. O suspeito confessou a participação e afirmou que o plano era apenas roubar os objetos
Um crime que chocou o Paraná ganhou novos detalhes após investigação policial revelar o grau de parentesco. De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito é o neto da vítima que utilizou um capuz durante toda a execução para evitar ser reconhecido. A intenção, segundo os investigadores, era impedir que o familiar identificasse quem estava por trás do ataque.
As autoridades chegaram a essa conclusão após analisarem imagens de câmeras de segurança, que registraram a chegada do jovem, de 18 anos, ao lado de um comparsa. Apesar da tentativa de disfarce, os registros foram fundamentais para a identificação dos envolvidos.
Com base nas imagens, a polícia conseguiu rastrear o veículo utilizado na fuga, identificando modelo e placa. A partir dessas informações, os suspeitos foram localizados e presos poucas horas após o crime.
Crime ocorreu dentro do bar
O assassinato aconteceu dentro do bar administrado pela vítima, Alceu Slivinski, de 66 anos. Conforme as investigações, o autor do crime, neto do idoso, se aproveitou do conhecimento da rotina do avô e escolheu um momento em que o estabelecimento estava vazio para agir. A motivação, segundo a polícia, seria o roubo de joias de ouro que a vítima costumava guardar no local.
De acordo com relatos policiais, o plano envolvia a subtração de itens como correntes, pulseiras e anéis para posterior venda. Durante a ação, o idoso ainda tentou reagir, mas foi baleado e morreu no local. Após os disparos, as joias foram retiradas de forma violenta, causando ferimentos principalmente na região do pescoço.
Dupla é presa com o ouro
A utilização de um capuz durante o crime reforça a suspeita de premeditação, já que o objetivo era evitar que a vítima reconhecesse o próprio neto. As investigações apontam ainda que o jovem saiu de Joinville acompanhado de um comparsa e percorreu cerca de 670 quilômetros até o interior do Paraná exclusivamente para executar o plano.
A tentativa de fuga durou poucas horas. Os suspeitos foram abordados na BR-277, em Cascavel, onde a polícia encontrou no veículo cerca de 184 gramas de ouro e a arma utilizada no crime. Em depoimento, o neto confessou participação e admitiu que o disfarce fazia parte da estratégia. Os dois permanecem presos e devem responder por latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte.
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