O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, comentou neste domingo (3) o caso de estupro coletivo contra duas crianças, de 7 e 10 anos, ocorrido no bairro União Vila Nova, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, comentou neste domingo (3) o caso de estupro coletivo contra duas crianças, de 7 e 10 anos, ocorrido no bairro União Vila Nova, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital.

Homem preso por estupro coletivo foi localizado após denúncia de tentativa de furto (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Durante coletiva de imprensa, o secretário revelou que não conseguiu assistir até o fim ao vídeo do crime que circula nas redes sociais, devido à gravidade das imagens.
“Cena terrível”, diz secretário
Com mais de 45 anos de atuação na polícia, Nico classificou o caso como um dos mais impactantes que já presenciou.
“É um caso de repercussão, triste. Eu, com 45 anos de polícia, não consegui ver a cena até o fim. Para você ver o que isso significa. Um policial experiente como eu não conseguiu assistir”, afirmou.
Ele ainda descreveu o conteúdo como uma “cena terrível e inesquecível”, que deve permanecer marcada por muito tempo.
Investigação e suspeitos
Segundo o secretário, a Polícia Civil conseguiu avançar rapidamente nas investigações e esclarecer o caso em menos de cinco dias.
Até o momento, cinco pessoas são apontadas como envolvidas no crime, sendo quatro adolescentes e um adulto. Um dos suspeitos ainda está foragido.
De acordo com Nico, equipes policiais estão em contato com a família do investigado para tentar convencê-lo a se entregar. Outro suspeito, que estaria na Bahia, também está sendo monitorado pelas autoridades e pode ser transferido para São Paulo nos próximos dias.
Entenda o caso
De acordo com as investigações, as vítimas são dois meninos, de 7 e 10 anos. O crime teria ocorrido no dia 21 de abril, no feriado de Tiradentes, em um campo de futebol da região.
Um dos pontos que mais chocam no caso é a informação de que os abusadores teriam gravado a violência e divulgado as imagens na internet. Vídeos e áudios atribuídos ao crime passaram a circular nas redes sociais, aumentando a comoção pública. O Bacci Notícias teve acesso aos conteúdos mas optou por não divulgá-las devido ao grau de crueldade contra as vítimas.
As duas crianças recebem acompanhamento especializado e estão sob proteção do poder público. Uma delas foi acolhida por um programa municipal em Guaianases, enquanto a outra está sob os cuidados do pai, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.
Denúncia foi feita dias depois por medo
Segundo o subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, a denúncia só foi formalizada três dias após o ocorrido. O atraso teria sido causado pelo medo das famílias em procurar as autoridades.
As crianças e seus familiares estão sob proteção e recebem acompanhamento do Conselho Tutelar, além de suporte necessário.
“Esse caso é revoltante, choca, e não pode ser tratado como algo normal. Os abusadores agem, na maioria das vezes, na sombra do medo, da omissão e da falta de denúncia aos órgãos públicos”, declarou.
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