O coronel Alex Asaka afirmou que a limpeza do local da morte da PM Gisele foi um ato humanitário, baseado na hipótese inicial de suicídio. Segundo ele, o objetivo foi evitar sofrimento à família, e não houve interferência na cena do crime. A atuação de policiais no local gerou questionamentos durante coletiva.
O comandante da Corregedoria da Polícia Militar, coronel Alex Asaka, afirmou que a limpeza do local onde a policial militar Gisele Alves Santana foi encontrada morta ocorreu por motivo humanitário e não representou interferência na cena do crime.
Durante coletiva de imprensa, o coronel comentou relatos de que policiais militares teriam sido acionados para realizar a limpeza do imóvel após o ocorrido. Segundo ele, a decisão foi tomada com base na informação inicial de que se tratava de um suicídio.
“Conforme eu já disse, não caracteriza desvio de função. Se coloquem na posição das pessoas que estão envolvidas nesse evento. A partir do momento que a gente tinha notícia de um suicídio, a família, familiares adentraram o local, amigos… qualquer pessoa que fosse entrar naquele ambiente de crime, deparando com sangue espalhado, seria uma situação muito constrangedora, crítica”, afirmou.
Ele explicou que a atuação dos policiais teve como objetivo evitar que a família precisasse lidar com a cena.
“É por isso que os policiais militares foram lá, de forma humanitária, para fazer essa limpeza. Para que não ficasse a cargo da família ter que resolver essa situação no ambiente.”
O coronel reforçou que, naquele momento, o local já estaria liberado.
“Colocando na posição de partir do pressuposto que era um suicídio, o local de crime já estava liberado, então não havia problema nenhum a gente prestar esse apoio para a família do policial militar.”
Questionado sobre a possibilidade de irregularidade, ele negou qualquer tentativa de interferência nas investigações.
“Não foi o objetivo de interferir no local de crime. O local já estava liberado.”
Mais cedo, durante a coletiva, também foram mencionados relatos de que policiais teriam sido convocados para realizar a limpeza por determinação superior, o que gerou questionamentos entre os presentes.
“Policiais militares, em horário de serviço, sendo convocados para uma cena de crime para poder limpar toda uma área, sendo solicitado por um superior, ainda mais sabendo que havia uma ligação entre oficiais, causa uma certa estranheza”, foi apontado durante a coletiva.
Em resposta, o comandante reiterou que a medida seguiu um caráter excepcional e humanitário.
“Toda vez que acontecer esse tipo de coisa, onde a gente perceber que é possível minimizar a dor das pessoas, a Polícia Militar vai, de forma humanitária, ajudar.”