Novas imagens revelam um ângulo inédito dos momentos de tensão após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (21), durante um salto de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

Foto: Reprodução.
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Novas imagens revelam um ângulo inédito dos momentos de tensão após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas (21), durante um salto de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

Rope Jump e Mara Eduarda (Reprodução/Redes Sociais)

A jovem morreu após ser lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar conectada ao sistema de segurança. O caso provocou grande repercussão nacional e já resultou na prisão de seis pessoas.

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Vídeo registra reação imediata após a queda

As imagens, que foram divulgadas pela EPTV, mostram que, poucos segundos depois de Maria Eduarda ser arremessada da estrutura, o clima entre os participantes muda completamente. Enquanto algumas pessoas começam a caminhar pela ponte de forma agitada, uma voz pode ser ouvida gritando:

“Gente, a corda!”

Em seguida, outras pessoas também demonstram confusão diante do que havia acontecido. Em determinado momento, um homem questiona:

“Não, não, para. Não, gente, para. Como assim, a corda arrebentou?”

O vídeo reforça a percepção de que os presentes demoraram alguns instantes para compreender que a jovem havia sido lançada sem qualquer conexão ao equipamento de segurança.

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Seis pessoas já foram presas

As investigações da Polícia Civil resultaram, até o momento, na prisão de seis pessoas ligadas à organização da atividade. Os três primeiros detidos foram os instrutores que aparecem no vídeo conduzindo Maria Eduarda até a plataforma de salto:

  • Luis Felipe Feliciano Egoroff (32);
  • Maicon Fernandes Cintra (42);
  • Vitor de Freitas Gonçalves (27).

Os três tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva e permanecem detidos.

Polícia apura desaparecimento de câmera

Uma semana após a tragédia, a investigação ganhou novos desdobramentos com a prisão temporária de mais três integrantes da equipe responsável pelo evento. Entre os presos está Evelyne dos Santos Gonçalves, de 29 anos, apontada pela polícia como responsável pela empresa informal que promovia os saltos. Os outros dois investigados, de 25 e 27 anos, são suspeitos de participação na supressão de provas.

Segundo a Polícia Civil, há indícios de que conteúdos digitais importantes para a investigação tenham sido apagados após o acidente. Os investigadores também tentam localizar a câmera que estava presa ao corpo de Maria Eduarda e registrava o salto no momento da queda. O equipamento é considerado uma das principais provas para esclarecer exatamente o que ocorreu.

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Falha de segurança é foco da investigação

De acordo com a Polícia Civil, a corda principal que deveria estar conectada ao corpo da vítima foi esquecida e permaneceu enrolada na própria ponte. Testemunhas relataram que não houve a conferência final dos equipamentos antes do salto.

A delegada responsável pelo caso informou anteriormente que os instrutores apresentaram versões contraditórias e afirmaram não se lembrar de quem era o responsável pela checagem de segurança nem como a falha ocorreu.

Caso segue sob investigação

Além da hipótese de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte, a Polícia Civil também investiga possíveis crimes relacionados à ocultação de provas e fraude processual.

A expectativa é que novas perícias e a análise dos aparelhos eletrônicos apreendidos ajudem a esclarecer as responsabilidades individuais de cada integrante da equipe envolvida na atividade.

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