Na última semana, uma passeata do deputado Nikolas Ferreira foi atingida por um raio em uma área próxima à Praça do Cruzeiro, em Brasília, no Distrito Federal. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), 89 pessoas receberam atendimento no local após o incidente. A maioria apresentava quadros de hipotermia, provocados pela chuva intensa que acompanhou a descarga elétrica.

O caso não foi isolado. Na última quinta-feira (29), um jovem de 26 anos morreu após ser atingido por um raio em uma praia de Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A vítima estava ao ar livre quando foi atingida pela descarga elétrica durante a tempestade.

Brasil lidera incidência de raios no mundo

A recorrência de episódios desse tipo está diretamente ligada às condições meteorológicas do Brasil, que é o país com maior incidência de raios no mundo.

Temporal em São Paulo (Foto: Reprodução)
Temporal em São Paulo (Foto: Reprodução)

Na última semana, uma passeata do deputado Nikolas Ferreira foi atingida por um raio em uma área próxima à Praça do Cruzeiro, em Brasília, no Distrito Federal. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), 89 pessoas receberam atendimento no local após o incidente. A maioria apresentava quadros de hipotermia, provocados pela chuva intensa que acompanhou a descarga elétrica.

O caso não foi isolado. Na última quinta-feira (29), um jovem de 26 anos morreu após ser atingido por um raio em uma praia de Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A vítima estava ao ar livre quando foi atingida pela descarga elétrica durante a tempestade.

A recorrência de episódios desse tipo está diretamente ligada às condições meteorológicas do Brasil, que é o país com maior incidência de raios no mundo.

A comunidade científica demonstra preocupação com a possibilidade de aumento da média anual de descargas elétricas, cenário associado às mudanças climáticas.

Dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam que, entre 2018 e 2022, foram registradas 590 milhões de descargas atmosféricas no país, uma média de 118 milhões por ano.

Nesse período, os estados com maior número absoluto de raios foram Amazonas, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. O levantamento considera tanto descargas que atingem o solo quanto aquelas que ocorrem apenas na atmosfera.

O que acontece quando uma pessoa é atingida por um raio

A corrente elétrica de um raio pode causar queimaduras graves e danos a vários órgãos. A maioria das mortes ocorre por parada cardíaca e respiratória.

De acordo com especialistas, mesmo quando a vítima sobrevive, são comuns sequelas neurológicas e psicológicas de longo prazo. O coração pode parar ou apresentar batimentos irregulares, o que frequentemente interrompe a respiração. Se o oxigênio não for restabelecido rapidamente, há risco de novos colapsos cardíacos e danos ao sistema nervoso.

Lesões cerebrais podem provocar perda de consciência, amnésia, confusão mental, dificuldade de concentração e alterações permanentes de personalidade. Também são frequentes perfuração dos tímpanos, problemas oculares, como catarata, e paralisia temporária das pernas, conhecida como ceraunoparalisia.

Na pele, podem surgir marcas ramificadas, queimaduras leves ou manchas irregulares. Em alguns casos, não há sinais visíveis, embora danos internos estejam presentes. Também pode ocorrer neuropatia periférica, com dormência, formigamento e fraqueza muscular.

Jovem morre após ser atingido por raio em praia - Foto: Reprodução

Jovem morre após ser atingido por raio em praia – Foto: Reprodução

Como se proteger durante tempestades

Durante períodos de instabilidade climática, é fundamental acompanhar os alertas meteorológicos, especialmente em atividades ao ar livre. Ventos fortes, nuvens carregadas e chuva indicam risco iminente de tempestade.

Ao ouvir trovões, a orientação é procurar abrigo imediato em locais seguros, como edifícios fechados ou veículos metálicos totalmente fechados, com os vidros levantados.

Não é seguro se abrigar em veículos abertos, estruturas pequenas ou áreas descobertas. As atividades ao ar livre só devem ser retomadas após pelo menos 30 minutos desde o último trovão ou relâmpago.

Leia mais em BacciNotícias:

Vídeos curtos

Mais lidas