A Organização Mundial da Saúde declarou neste sábado (16), uma emergência de saúde pública global após um novo surto de Ebola atingir a República Democrática do Congo e se espalhar para o Uganda. A decisão ocorre diante do avanço de casos e do registro de ao menos 80 mortes suspeitas, além do risco de propagação para outros países.
A Organização Mundial da Saúde declarou neste sábado (16), uma emergência de saúde pública global após um novo surto de Ebola atingir a República Democrática do Congo e se espalhar para o Uganda. A decisão ocorre diante do avanço de casos e do registro de ao menos 80 mortes suspeitas, além do risco de propagação para outros países.

Surto de Ebola preocupa autoridades de saúde após aumento de casos. Foto: Reprodução.
A decisão ocorre diante do avanço de casos e do registro de ao menos 80 mortes suspeitas, além do risco de propagação para outros países.
O que a doença Ebola
O Ebola é uma doença grave e frequentemente fatal, transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas. Também pode ser contraído por meio de objetos contaminados ou pelo contato com vítimas que morreram da doença.
Entre os principais sintomas estão:
- Febre alta
- Dores musculares
- Fraqueza
- Vômitos e diarreia
- Em casos mais graves, sangramentos internos e externos
Variante preocupa especialistas
O atual surto é causado pela variante Bundibugyo, uma das cepas conhecidas do vírus.
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Especialistas alertam que ainda não há vacina ou tratamento específico aprovado, para essa versão, o que dificulta o controle da doença. A taxa de mortalidade pode variar entre 25% e 90%, dependendo do surto. No caso atual, a estimativa gira entre 25% e 40%.
Na região afetada, já foram registrados: Pelo menos 80 mortes suspeitas, casos confirmados em laboratório e mais de 200 casos suspeitos. Além disso, há registros de infecções em cidades estratégicas e movimentadas, o que aumenta o risco de disseminação.
Por que virou emergência global
Segundo a OMS, o surto foi classificado como emergência por três fatores principais:
- Crescimento rápido de casos e mortes
- Possível subnotificação da doença
- Risco de espalhamento para outros países
Organizações internacionais e equipes médicas já atuam na região para conter o avanço da doença. A prioridade é: isolar casos suspeitos, monitorar contatos e reforçar o atendimento médico. Novas medidas ainda devem ser anunciadas nos próximos dias.
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