O pai da bebê de 10 meses que morreu após ser vítima de violência sexual revelou que ainda não conseguiu superar a perda da filha. Em relato emocionado, o pai afirmou que não teve forças para acompanhar o enterro e disse que as lembranças da menina, especialmente dos sorrisos durante chamadas de vídeo, tornam o luto ainda mais difícil.
O pai da bebê de 10 meses que morreu, afirmou que ainda não consegue aceitar a perda da filha. Emocionado, o pai contou que sequer teve forças para acompanhar o sepultamento da criança, vítima de um crime que chocou o Ceará.

Bebê Helena (Foto: reprodução)
Segundo ele, durante o velório, pediu para permanecer alguns instantes sozinho ao lado da filha antes da despedida definitiva.
“No velório, eu pedi o meu momento, o resto da família dela, mãe da criança, atendeu. Eu fiquei ‘um pedaço’ só com a minha filha. Fui para o velório, fui para todos os cantos, mas não consegui enterrar a minha filha de jeito nenhum”, contou.
Acesse o canal BNTV no Youtube
Lembranças da filha
Abalado, o pai descreveu que a dor tem tornado impossível retomar a rotina. Ele disse que ainda não consegue processar o que aconteceu e que as lembranças da menina continuam muito vivas.
“Eu não tenho força nem para sair de casa, para ir atrás de fazer qualquer coisa, eu não consigo acreditar nisso. Quando vem na minha mente ela sorrindo para mim na videoconferência quando eu ligava pra ela. Eu não acredito, não estou acreditando, não caiu a ficha”, lamentou.
O pai e a mãe da bebê estavam separados havia cerca de dois meses. Além da criança, o casal também tem um filho de 3 anos.
O caso, ocorrido na última segunda-feira (13), no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, segue sob investigação das autoridades. A morte da bebê provocou grande comoção e repercussão em todo o estado.
Leia também:
Pai recebeu a notícia durante viagem
O pai da bebê contou que recebeu a notícia da morte da filha enquanto voltava de uma viagem, no mesmo dia em que o crime ocorreu. Segundo ele, a ligação foi feita pela mãe da bebê, que, naquele momento, acreditava que a criança tivesse morrido por asfixia.
Ainda muito abalado, o pai relatou que entrou em desespero ao receber a informação e passou a procurar respostas com familiares. No entanto, as versões iniciais eram semelhantes e apontavam apenas para uma possível asfixia acidental, sem qualquer menção ao que realmente havia acontecido.
De acordo com as informações apuradas, a mãe da criança estava na residência quando percebeu que a bebê apresentava sinais de que algo estava errado. Convencida, inicialmente, de que a filha pudesse ter se engasgado, ela acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.
Diante da demora no atendimento, decidiu levá-la por meios próprios a uma unidade de saúde em busca de socorro.
Leia mais no Bacci Notícias