O vereador Leniel Borel, pai de Henry Borel, criticou o perdão judicial concedido a Monique Medeiros e afirmou que a decisão fez com que o filho fosse “morto pela terceira vez”. Em entrevista ao Metrópoles, ele também pediu uma perícia detalhada no celular encontrado na cela do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, condenado pela morte do menino. Segundo Leniel, a família pretende recorrer da decisão que beneficiou Monique e buscar a revisão do julgamento.
O vereador Leniel Borel, pai de Henry Borel, criticou o perdão judicial concedido a Monique Medeiros e afirmou que a decisão fez com que o filho fosse “morto pela terceira vez”. Em entrevista ao Metrópoles, ele também pediu uma perícia detalhada no celular encontrado na cela do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, condenado pela morte do menino. Segundo Leniel, a família pretende recorrer da decisão que beneficiou Monique e buscar a revisão do julgamento.

Leniel Borel e Henry Borel. (Foto: Reprodução)
“Meu filho foi morto pela terceira vez”, diz Leniel
Durante a entrevista, Leniel afirmou que o perdão judicial concedido à mãe de Henry representa uma nova revitimização da família. “Meu filho foi morto pela terceira vez”, declarou.
O pai da criança afirmou que já havia utilizado expressão semelhante durante o andamento do processo para criticar decisões judiciais que, segundo ele, aumentaram o sofrimento da família, como a soltura de Monique durante a ação penal e questionamentos sobre a competência do Tribunal do Júri. Para Leniel, o perdão judicial representa um “escárnio”, e a família paterna pretende recorrer para tentar anular a decisão.
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Celular encontrado na cela de Jairinho
Leniel também defendeu que o aparelho celular encontrado na cela de Jairinho seja submetido a uma perícia completa. Segundo ele, a análise pode esclarecer com quem o ex-vereador manteve contato enquanto estava preso e verificar se houve alguma interferência durante o processo judicial.
“Com quem o Jairo conversou? Será que Jairo não tentou manipular esse júri?”, questionou.
O celular foi localizado em 1º de julho na cela ocupada por Jairinho no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro. Após a apreensão do aparelho, ele foi colocado em isolamento disciplinar. Até o momento, não há divulgação oficial sobre o conteúdo do dispositivo.
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Relembre o caso Henry Borel
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos, após dar entrada em um hospital no Rio de Janeiro. O laudo do Instituto Médico-Legal apontou que a criança apresentava 23 lesões de natureza violenta, incluindo laceração no fígado, lesões nos rins e hemorragia interna, indicando que sofreu agressões antes de morrer.
Em julgamento realizado neste ano, Dr. Jairinho foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Já Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo. Ela também foi condenada por omissão diante das torturas sofridas pelo filho, mas recebeu perdão judicial, decisão que impede a aplicação da pena.
Família pretende recorrer
A família paterna de Henry informou que pretende recorrer da decisão que concedeu o perdão judicial a Monique Medeiros. Enquanto isso, Leniel também cobra que o Ministério Público acompanhe a perícia no celular apreendido com Jairinho para verificar se o aparelho pode conter informações relevantes para o caso.
Até o momento, não há qualquer conclusão oficial indicando que o ex-vereador tenha utilizado o telefone para influenciar o julgamento ou praticar novos crimes. A eventual perícia poderá esclarecer o conteúdo armazenado no aparelho.
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