A Polícia Penal encontrou um celular escondido na cela do ex-vereador Jairinho, condenado pela morte de Henry Borel. O aparelho estava entre livros e levou o detento ao isolamento. A Corregedoria vai apurar a responsabilidade do preso e de servidores da unidade prisional.
Um celular foi encontrado na quarta-feira (1º), na cela onde está preso o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Debora Saraiva, ex-namorada de Jairinho (Foto: Reprodução / Record)
Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), a apreensão ocorreu após a Corregedoria-Geral da pasta receber informações de inteligência indicando que o detento estaria com um aparelho telefônico dentro da unidade prisional.
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Ex de Jairinho comenta caso
A ex-namorada de Jairinho, Debora Saraiva, publicou um vídeo nas redes sociais na última quinta-feira (02), onde revelou temer pelo acesso do ex-companheiro a um aparelho celular, tendo em vista a possibilidade de comunicação externo ao sistema prisional.
Anteriormente, ela já relatou ter sido vítima de agressões do ex-companheiro, com quem se relacionou por cerca de um ano. Segundo ela, a notícia trouxa uma nova preocupação.
“Para quem é vítima, essa notícia não é um detalhe. É motivo de preocupação. Quem já viveu o medo sabe o peso que isso tem. A sociedade precisa de um sistema prisional seguro e do cumprimento rigoroso da lei”, disse Debora.
Celular encontrado na cela
Durante a revista na cela, os agentes localizaram o celular escondido entre livros. Após a descoberta, Jairinho foi colocado em isolamento.
A Seppen informou que será instaurado um processo administrativo disciplinar para apurar tanto a responsabilidade do preso quanto a eventual participação ou omissão de servidores que atuam na unidade prisional.
Autoridades investigam
Em nota, a secretaria afirmou que mantém fiscalização permanente nas unidades prisionais para impedir a entrada e a circulação de materiais proibidos.
“A instituição reforça que mantém fiscalização constante nas unidades prisionais, atuando para impedir a entrada e circulação de itens proibidos, e garantir a segurança no sistema prisional fluminense”, informou a pasta.
A ocorrência segue em andamento e será registrada na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), que dará continuidade às investigações.
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Relembre o caso
Henry Borel Medeiros, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021, após dar entrada em um hospital da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com diversas lesões pelo corpo. As investigações apontaram que a criança foi submetida a sucessivas agressões dentro do apartamento onde morava a mãe, Monique Medeiros, e o então padrasto, Jairinho.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Jairinho agredia Henry de forma recorrente e, na noite da morte, praticou novas agressões que causaram lesões fatais. A investigação também concluiu que Monique tinha conhecimento das agressões e deixou de proteger o filho.
Em junho deste ano, Jairinho foi condenado a 43 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e tortura. Monique Medeiros também foi condenada por participação no crime, mas deixou a prisão no dia 4 de junho de 2026, após o Tribunal do Júri desclassificar a acusação de homicídio doloso para culposo.
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