O pai de Henry Borel Medeiros, Leniel Borel de Almeida Júnior, se manifestou após a prisão de Monique Medeiros, que se entregou à polícia na manhã de segunda-feira (20). A mulher compareceu à delegacia para cumprir mandado de prisão preventiva.

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O pai de Henry Borel Medeiros, Leniel Borel de Almeida Júnior, se manifestou após a prisão de Monique Medeiros, que se entregou à polícia na manhã de segunda-feira (20). A mulher compareceu à delegacia para cumprir mandado de prisão preventiva.

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Leniel e seu filho Henry Borel (Reprodução/Redes Sociais)

Em declaração enviada à imprensa, Leniel afirmou que a decisão do Supremo Tribunal Federal foi necessária para garantir a integridade do processo judicial e proteger testemunhas diante do que classificou como tentativas de interferência na Justiça.

“O que está em jogo não é apenas a memória do meu filho Henry, mas o respeito à Justiça e à própria sociedade. Eu sigo lutando como pai, como vítima e como assistente de acusação, e não vou aceitar nenhum retrocesso”, afirmou.

Decisão do STF determinou nova prisão

A prisão preventiva de Monique foi restabelecida na sexta-feira (17) por decisão do ministro Gilmar Mendes. O magistrado atendeu a um pedido que teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.

O entendimento foi de que a liberdade da acusada poderia representar risco ao andamento do processo e à segurança das testemunhas. O parecer foi anexado a uma reclamação apresentada pela defesa de Leniel Borel.

Monique havia sido solta em março deste ano após o adiamento do julgamento do caso para o dia 25 de maio. A sessão foi suspensa depois que a defesa de Jairo Souza Santos Júnior deixou o plenário.

Monique Medeiros Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil.

Relembre o caso

Henry Borel Medeiros morreu aos 4 anos em 8 de março de 2021, em um apartamento na Barra da Tijuca, onde vivia com a mãe e o padrasto. Na época, Monique e Jairo Souza Santos Júnior afirmaram que o menino teria sido encontrado desacordado em casa e levado ao hospital.

Exames realizados pelo Instituto Médico-Legal, no entanto, apontaram que a criança morreu em decorrência de hemorragia interna e laceração no fígado. O laudo também identificou 23 lesões pelo corpo da vítima, o que levou os investigadores a descartar a hipótese de acidente doméstico.

Os dois acusados respondem pelo homicídio da criança e alegam inocência. O caso continua em tramitação na Justiça.

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