Um passaporte antigo da brasileira Eliza Samudio, assassinada em 2010, foi localizado no fim de 2025 em um apartamento alugado em Portugal.
Um passaporte antigo da brasileira Eliza Samudio, assassinada em 2010, foi localizado no fim de 2025 em um apartamento alugado em Portugal. O documento foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que confirmou a autenticidade e comunicou o caso ao Itamaraty.
O achado chamou a atenção das autoridades porque o passaporte, emitido em maio de 2006 e válido até 2011, apresenta um carimbo de entrada em Portugal datado de 5 de maio de 2007. Não há, no entanto, registro oficial de saída do país europeu nem de entrada em outro destino.
Inconsistências no registro de viagem
O ponto que levanta questionamentos é o fato de existirem provas de que Eliza Samudio esteve no Brasil após a data registrada no passaporte. Além disso, o crime ocorreu integralmente em território brasileiro, o que aponta que o documento pode não ter relação direta com o assassinato.
A trajetória do passaporte até Portugal e as circunstâncias em que foi encontrado ainda não foram esclarecidas. As autoridades brasileiras e portuguesas não informaram se haverá abertura de nova apuração específica sobre o documento.
Citação a Cristiano Ronaldo
Em entrevistas concedidas antes de sua morte, Eliza afirmou que havia viajado à Europa e relatou ter mantido um relacionamento com o jogador Cristiano Ronaldo. Segundo ela, os dois teriam trocado mensagens por meio do antigo aplicativo MSN, bastante popular à época.
De acordo com reportagens recentes, um delegado ouvido sobre o caso afirmou que o passaporte provavelmente remete a esse período da vida de Eliza, quando ela teria se envolvido com o atleta português. O mesmo delegado destacou que esse fato não tem ligação com o homicídio.
Caso segue esclarecido pela Justiça
As investigações sobre a morte de Eliza Samudio apontaram o crime como feminicídio. O assassinato foi esclarecido a partir de confissões dos envolvidos, entre eles Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola.
O goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza e outros réus foram condenados por crimes relacionados à morte da jovem. O surgimento do passaporte em Portugal, segundo investigadores, não altera as conclusões do processo judicial já encerrado.
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